Diminuem as vagas para trabalhador temporário
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segunda-feira, 23 de novembro de 1998
Agência Estado 
O número de vagas para trabalhadores temporários neste fim de ano deverá cair 78%, de 250 mil , em 1997, para 55 mil, este ano, na capital, segundo Hermínio Alves de Lima Neto, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Temporários (Assertem). Em 1996, segundo ele, o número de contratações foi de 400 mil. O motivo para a redução da oferta de trabalho temporário é a crise financeira e a alta inadimplência.
Lima Neto diz que as contratações motivadas pelas festas de fim de ano deverão representar um acréscimo de apenas 5% no número de postos abertos no período. As demais são relativas à cobertura de férias e de licença-maternidade de funcionários, por exemplo.
O maior número de vagas está ligado ao comércio, afirma Jan Wiegerinck, presidente da Gelre, empresa de prestações de serviços. Por isso, as vagas que normalmente surgem são para demonstrador de mercadorias, auxiliar de vendas, fiscais de loja, caixa, repositor e estoquista.
Assim como o número de vagas está menor, os salários dos funcionários extras também estão mais baixos este ano, por conta da queda nas vendas. Hoje, o comércio está pagando o piso da categoria, que está entre R$ 300,00 e R$ 500,00, mais comissão.
Os profissionais do setor ressaltam ainda que o perfil do temporário procurado também está mudando. Antes, as empresas contratavam pessoas sem experiência, como estudantes, donas de casa e pessoas acima de 45 anos. Agora, com o desemprego atingindo níveis recordes, essas pessoas estão perdendo o mercado para os profissionais desempregados.
Os trabalhadores temporários contratados por meio de agências de emprego têm direito a receber 13º salário proporcional ao período de trabalho, férias também proporcionais e Fundo de Garantia (8% do salário).


