São Paulo - A expectativa de inflação para o primeiro ano do governo de Dilma Rousseff continua avançando a passos largos rumo ao teto da meta para 2011 Com a forte pressão vinda dos alimentos se transformando em índices de inflação acima das expectativas, títulos públicos com valores atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador de preços oficial do Brasil, indicam uma inflação implícita ascendente
A taxa para a NTN-B com vencimento em 15 de agosto de 2012, por exemplo, subiu para 5,80% ontem, segundo dados do Tesouro Direto, site do Tesouro Nacional que negocia títulos públicos para pessoas físicas A chamada inflação implícita, diferencial entre a rentabilidade desse papel e a taxa dos contratos futuros de juros (DI) de prazo equivalente, avançou para 6,14%, segundo cálculo de uma corretora de valores
Essa última taxa indica a expectativa do mercado para o rumo do IPCA no primeiro ano do governo Dilma Rousseff Em 2011, a meta fixada para a inflação de 2011 é de 4,5%, com uma faixa de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo (2,5% a 6,5%)
Ontem, a taxa da NTN-B com vencimento em 15 de agosto de 2012 era de 5,80%, com inflação implícita calculada de 6,06% A inflação implícita pulou para a casa de 6% na NTN-B com vencimento em agosto de 2012 no dia 16 de novembro
Ontem, o IPCA-15 voltou a surpreender com um avanço superior ao teto das previsões O índice ficou em 0,86% em novembro, ante 0,62% em outubro O resultado ficou acima do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,66% a 0,77%, com mediana de 0,72%) No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,07% e em 12 meses, de 5,47%

mockup