Dilma diz que Governo está atento
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terça-feira, 26 de abril de 2011
Leonêncio Nossa e Tânia Monteiro <br> Agência Estado 
Brasília - A presidente Dilma Rousseff garantiu que o seu governo persegue de perto as causas do aumento da inflação. ''O meu governo está diuturnamente e noturnamente atento a todas as pressões inflacionárias e fazendo análises delas.'' Em sua primeira participação em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), ontem, Dilma disse que não podia esconder que a inflação está subindo, entre outros fatores pelo aumento na área de bens, alimentos e etanol.
A presidente fez um balanço da situação de países emergentes, como o Brasil, e desenvolvidos, após a crise financeira internacional de 2008. Dilma ressaltou que os países desenvolvidos saíram da crise com um déficit gigantesco e os países emergentes, que segundo ela sustentaram a dinâmica econômica no pior momento da crise, agora estão enfrentando problemas devido a uma política de expansão da liquidez e desequilíbrios inflacionários. ''Um afluxo desse nível de liquidez significa necessariamente uma grande pressão dos valores dos ativos e na expansão desenfreada do crédito, além de uma pressão monetária sobre as economias em desenvolvimento'', avaliou.
Dilma afirmou que sempre irá procurar o CDES não para anunciar ou divulgar medidas, mas para discutir os rumos do País. ''Estou certa de que é importante a valorização desse conselho. Assumo o compromisso de valorizar esse espaço democrático e plural e, sobretudo, fortalecer o debate e discutir os caminhos e desafios que o País enfrenta.''
Classe média
Dilma também disse que uma das maiores e melhores heranças de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, é a nova classe média brasileira. ''Há uma população que entrou na classe média levada por uma integração produtiva e educativa'', afirmou. Dilma ressaltou que garantir a produção para um país de 190 milhões é ''não só um grande desafio, mas uma grande conquista de um país continental''.
Segundo a presidente, o Brasil obteve tais conquistas por conseguir combinar preocupação com crescimento econômico e controle da inflação. De acordo com a presidente, o aumento da capacidade produtiva vai permitir que o Brasil tenha, no futuro, um crescimento estável. No curto prazo, ela reforçou que o desafio é combater as pressões inflacionárias que corroem a renda da população.
Transferência
A presidente transferiu o comando da Secretaria do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), da Secretaria de Relações Institucionais, para a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. A transferência ocorre exatamente no dia da primeira reunião do chamado ''Conselhão'' no governo Dilma.
Com a transferência, a secretaria do CDES passa para o comando do ministro Moreira Franco, que tinha imposto essa medida como condição para assumir o cargo. O decreto foi publicado ontem no Diário Oficial da União. O CDES foi criado em 2003 como órgão consultivo da Presidência.


