Dilma: 'difícil prever duração e profundidade da crise'
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quinta-feira, 04 de dezembro de 2008
Leonardo Goy<br> Agência Estado 
Brasília - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem que no momento atual é difícil prever a duração e profundidade da crise financeira internacional. Para Dilma, a situação é mais grave do que a crise de 1929 e também do que as crises dos anos 90. ''Na década passada, as crises foram gestadas em países emergentes e eram de bilhões de dólares. Essa se dá no centro da economia internacional e é uma crise de trilhões.''
A ministra reforçou o discurso de autoridades do governo durante a audiência pública na Câmara, reiterando que o Brasil encontra a crise em uma situação diferente. ''Estamos em uma posição diferenciada. Estamos em uma situação de crescimento. A tese do governo é que temos condições de enfrentar a crise e aproveitar as oportunidades dela recorrentes.'' A ministra disse ainda que o choque no crédito e as turbulências ''provocaram uma crise no receituário neoliberal de Estado mínimo.''
A ministra da Casa Civil elogiou o desempenho do deputado Antonio Palocci (PT-SP), na época em que foi ministro da Fazenda, creditando a ele a ''construção mais sólida da economia''. O elogio foi feito no momento em que a ministra explicava que a situação do Brasil hoje é mais tranquila do que em crises anteriores, pelo fato de agora o Brasil ser credor líquido, o que faz com que a alta do dólar acabe reduzindo a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB).


