Brasília – A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o novo pacote de concessões se sustenta, entre outras premissas, na ampliação da parceria e na confiança entre o governo e a iniciativa privada. Dilma disse que o plano é uma resposta "à altura dos desafios" do País e a "reafirmação do compromisso em investir para retomada do crescimento econômico". Ela destacou ainda a importância do diálogo com governadores e empresários, "decisiva para essa certeira de investimentos".
A presidente destacou que as dificuldades "são duras, mas conjunturais". "Estamos assim hoje empunhando novas armas e lançando novos instrumentos. "Uma dessas armas é o aumento da eficiência e da produtividade", acrescentou. Ela afirmou que o governo vai atuar no financiamento da nova rodada de concessões por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Apesar disso, disse que também haverá presença importante dos bancos privados e do mercado de capitais.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmaram que não faltarão recursos para os projetos de infraestrutura. "Queria reiterar que todos os contratos de 2014 estão sendo e serão honrados. Não faltarão recursos para todos os projetos leiloados no passado, nem para os próximos projetos de infraestrutura que serão anunciados", disse Coutinho.
Sobre os efeitos do pacote anunciado, o ministro da Fazenda afirmou que eles deverão aparecer no próximo ano. "Pode haver efeitos do pacote em 2015, mas o mais provável é a partir de 2016", afirmou.

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