Dilma condiciona reação econômica à CPMF
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sábado, 16 de janeiro de 2016
Folhapress 
Brasília - O índice de desemprego no Brasil é a "grande preocupação do governo" e para reequilibrar as contas públicas é preciso "ampliar impostos". Essa foi a avaliação feita pela presidente Dilma Rousseff ontem, em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto. Mais cedo, dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) indicaram que a taxa de desemprego no País foi de 9% entre agosto e outubro do ano passado a pior taxa da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.
"[A taxa de desemprego] é o que olhamos todos os dias, é o que mais nos preocupa e é aquilo que requer atenção do governo", disse a presidente. Diante desse cenário, afirmou, o governo precisa adotar medidas "urgentes": "Reequilibrar o Brasil num quadro em que há queda de atividade implica necessariamente - a não ser que façamos uma fala demagógica - em ampliar impostos. Estou me referindo à CPMF." Para ela, a volta do chamado imposto do cheque "é fundamental para o País sair mais rápido da crise".
CRÉDITO
Na conversa, a presidente negou que as medidas de crédito em estudo no governo vão de encontro à política monetária atual. Dilma argumentou ainda que não há "nenhuma relação lógica" entre aumento de crédito e concessão de subsídios. "Não é paradoxal: a política restritiva pelo lado fiscal é necessária. Isso não significa que você não possa ter uma politica de crédito que não seja desestruturante do ponto de vista fiscal e uma politica de crédito para alguns setores. Ou vamos defender que o Brasil, para poder reequilibrar fiscalmente, pare de emprestar para agricultura? E como é que fica nossa balança comercial?", questionou.


