Dilma comenta estudo energético
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quarta-feira, 27 de outubro de 2004
Folhapress 
Brasília - A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o relatório divulgado terça-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE) sobre a necessidade de investimentos em geração no País não aponta para um risco de racionamento. Além disso, o estudo reconheceria o esforço do governo em criar um novo modelo para o setor elétrico.
O estudo ''Perspectiva da Energia Mundial 2004'', feito pela agência, diz que o Brasil terá de contar com a participação do setor privado e com um ambiente regulatório estável para obter os recursos necessários para investimentos em energia até 2030. Dilma afirmou que a própria agência reconhece que o setor já tem um novo marco regulatório e que os leilões de concessões - para geração e transmissão - mostram que já existem parcerias no modelo ''público-privado''.
Segundo a ministra, o governo brasileiro trabalha com um cenário que exclui o risco de racionamento até 2010. Já a agência, faz previsões para o período 2004-2030 e não fala na possibilidade de falta de energia no País, o que seria uma leitura equivocada. ''Não há como alguém supor que é possível fazer uma estimativa se vai faltar energia em 2030'', disse a ministra. ''Não concordo que se use o relatório como prova de que há um problema quando ele não diz isso'', afirmou.
Apesar de dizer que o relatório não está ''incorreto'', a ministra mostrou divergências entre os dados da AIE e as estimativas do governo. A agência projeta um crescimento médio anual do consumo de energia elétrica abaixo da expansão do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,5% e 3%, respectivamente, até 2030. O ministério projeta um aumento de 4,5% no PIB (média anual) e de 5,1% para o consumo até 2010.


