São Paulo - De acordo com números do DAC, o transporte aéreo mundial vive, desde os atentados de 2001, uma crise de demanda somente vista anteriormente na época da Guerra do Golfo, dez anos antes. Nos EUA, a queda de vendas de passagens em 2002, em relação a 2001, variou entre 9% e 14%. A margem de rentabilidade girou entre 2% e 3%. Só a maior companhia do mundo, a American Airlines, perdeu US$ 13 bilhões e 13% do movimento passageiros de setembro de 2001 a setembro de 2002.
No dia 13 de março, o DAC lançou a portaria 243/GC5, que ''convida'' as empresas aéreas a racionalizar suas linhas. Segundo essa portaria, as companhias que pretendem adquirir aviões comerciais deverão provar ao DAC a sua real necessidade de adquirir mais linhas e trazer mais aviões. A autorização para a importação deve ser dada pelo órgão. A regra terá validade por tempo indeterminado, enquanto durar a crise do setor ou até que a economia volte a crescer, impulsionando o movimento de passageiros.
''O governo está com essa nova proposta de aplicar as medidas corretivas possíveis para adequar a atividade com a realidade que temos'', explica o chefe do Departamento de Infra-Estrutura do DAC, Allemander Jesus Pereira Filho. A nova postura do DAC já vinha se mostrando visível antes de fevereiro, quando a TAM e a Varig anunciaram o acordo operacional que resultou na diminuição do número de vôos das duas companhias.
O governo federal apóia a fusão porque, com ela, haverá uma natural redução do número de frequências à disposição do público. Diante da nova posição do DAC e enquanto não vem o acordo final de união das duas maiores empresas do País, a Gol adiou o aluguel de novos Boeing.

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