Quem busca financiamento de imóveis usados pela Caixa Econômica, na região de Londrina, dentro da modalidade FGTS (Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço), cujos juros são mais baixos, está encontrando dificuldade. Devido à grande demanda, o orçamento de subsídios do FGTS para janeiro se esgotou na primeira semana do mês. Segundo a Caixa, a situação - que envolve Londrina e mais 91 municípios da região - é atípica e deve se normalizar a partir de fevereiro.
''Como havia muitos contratos de financiamento esperando, solicitamos às agências uma força-tarefa para contratar o máximo que pudessem no início deste ano. Por isso, o orçamento de subsídios do FGTS para imóveis usados acabou rapidamente'', afirma Ubiraci Rodrigues, gerente regional de Construção Civil e Habitação da Caixa. Ele informa que havia 1,2 mil contratos na lista de espera e foi determinado que as agências da região atendessem, pelo menos, 60%.
Conforme Rodrigues, na região de Londrina a modalidade FGTS permite o financiamento de imóveis usados com valor de mercado de até R$ 100 mil. Neste caso, o subsídio é um direito do trabalhador. Quem tem renda familiar bruta de até três salários mínimos consegue o subsídio máximo de R$ 17 mil. De três a seis salários mínimos o subsídio vai baixando, até ser reduzido zero (a partir de seis salários mínimos).
A modalidade FGTS é a que tem juros mais baixos: de 4,5% a 8,16% ao ano, dependendo do valor da renda. Depois vem a carta de crédito SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), cujos juros vão de 7,9% a 12% ao ano, variando de acordo com o valor do imóvel. Para as pessoas que procuraram financiamento pelo FGTS neste mês e não conseguiram, a Caixa orientou a outra linha de financianento. Para os que não estão com muita pressa, a orientação é esperar até fevereiro.
Rodrigues explica que o orçamento do FGTS é extratificado pelo Conselho Curador. Na dotação mensal, a maior fatia vai para financiamentos de imóveis novos, pois o setor gera mais empregos. No caso dos usados, o crédito liberado mensalmente para todo o Brasil é de R$ 50 milhões. Em nível regional, ontem a Caixa não tinha a quantia fechada para informar à reportagem.
Segundo Rodrigues, apesar da situação, ''o estoque de contratos em janeiro está normal'', ou seja, oficialmente não há fila para a modalidade FGTS. O administrador de empresas de Londrina, que prefere não se identificar, se surpreendeu ao saber que não podia utilizar esta linha de crédito neste mês. Ele pretende participar do leilão de imóveis da Caixa, cujo prazo para envio de proposta se encerra no próximo dia 2, e financiar o imóvel usado, mas não pretende aderir à modalidade SBPE porque os juros são maiores. ''Neste caso, pela simulação, a taxa de juros passaria de 5,5% para quase 9%. Para mim seria inviável''.

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