Dificuldade em recuperar créditos
Curitiba - De acordo com o superintendente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) Nelson Costa, as empresas moageiras não perderam o dinamismo especificamente em função da Lei Kandir, mas, sim, com a dificuldade de recuperar créditos, situação criada em consequência da legislação tributária. As empresas que trazem a soja de outros estados e gastam na compra de insumos para industrializar o produto reclamam que não conseguem utilizar todos os créditos acumulados com o recolhimento do imposto, na compra de soja em outro estado, e o Paraná vem criando dificuldades para reconhecer esses créditos.
Por outro lado, os estados produtores não abrem mão dos 12% do imposto interestadual, quando o produto é transferido para ser industrializado no Paraná, antes de ser exportado. Isso ocorre com todos os produtos primários, mas, no caso da soja, os prejuízos estão se acumulando em função da expansão da cultura no País.
Como a capacidade moageira de soja das indústrias instaladas no Paraná é maior do que a produção estadual, em anos que compensa para as indústrias transformar o produto para exportação, elas compram a soja em outros estados, principalmente na região Centro-Oeste. O grão que vem para ser transformado em óleo e farelo é tributado na operação interestadual, mesmo que o resultado final do processo se destine à exportação. Se o produto fosse direto para o porto, sem passar pela indústria, o estado produtor também teria que abrir mão da arrecadação por força da Lei Kandir.





