Diferença salarial ainda persiste
Apesar do aumento considerável de mulheres no mercado de trabalho, e a participação em áreas caracteristicamente masculinas, a maioria dos postos ainda é ocupada por homens, que recebem salário superior mesmo exercendo a mesma função que a mulher.
Análise feita pela secretaria estadual do Trabalho, Emprego e Promoção Social
com base nos Registros Administrativos da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego, aponta para esta situação também no Paraná. Com base no RAIS em 2006, os homens obtiveram 1.307.045 postos de trabalho correspondendo a 58,1% do mercado formal de emprego. As mulheres responderam por 944.245 vagas formalizadas, equivalendo a 41,9%.
Segundo a secretaria, esses indicadores permanecem praticamente constantes desde 2003. A única atividade econômica na qual as mulheres superaram os homens foi na administração pública. Em 2003, o contingente feminino era de 208.181; em 2006, saltou para 257.553. Já o masculino, foi de 130.066 em 2003 para 145.930 três anos depois. Não obstante as mulheres ocuparem mais vagas que os homens, estas também recebem uma remuneração menor nesta atividade. O salário dos homens que trabalham na Administração Pública foi de R$ 1.423,17 em 2003 para R$ 1.917,00 em 2006. Conforme o RAIS, o salário pago às mulheres aumentou de R$ 935,53 para R$ 1.227,00.
Em 2006, o rendimento médio dos trabalhadores alcançou R$ 1.131,00 e o das trabalhadoras atingiu R$ 894,00, resultando em ganho 21% inferior ao masculino.
Uma pesquisa realizada pela empresa Catho On line intitulada ''A Demissão e a Carreira dos Profissionais Brasileiros'' conclui que a diferença salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho persiste. Segundo o levantamento, realizado com base em respostas de 12,1 mil profissionais de ambos os sexos, no nível de gerência, as mulheres chegam a receber mensalmente um salário 25% menor do que o pago aos homens. Entre os profissionais especializados, assim considerados aqueles de funções que exigem formação universitária, a diferença cai para 21% e entre supervisores, o percentual baixa para 14%.
Contudo, na opinião da consultora de Recursos Humanos da Catho On line, Camila Costa, este quadro deve mudar, afinal, as mulheres vêm aumentando sua participação nos diversos níveis hierárquicos do mundo do trabalho. (C.V com Agência Estado)





