Diferença entre tarifas bancárias supera 1.000%
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sexta-feira, 25 de agosto de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Pesquisa da Fundação Procon-São Paulo constatou que as tarifas bancárias de alguns serviços podem apresentar diferença superior a 1.000% entre uma instituição e outra. Levantamento realizado entre os dias 3 e 6 de julho, junto a 14 bancos da capital paulista, revela que a menor taxa para o cheque avulso foi de R$ 0,30, cobrada pelo Banco Itaú, ao passo que a tarifa mais elevada foi de R$ 3,50, do Banespa, o que representa uma diferença de 1.066,67%.
Em valor absoluto, a maior desproporção, contabilizada em R$ 45,50, foi para a renovação anual de cadastro de conta especial, cujas tarifas variaram de R$ 9,00 no Banco do Brasil a R$ 54,40 no Banco Real, uma diferença de 504,4%. Segundo o Procon-SP, a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco Itaú isentaram seus clientes da cobrança.
A diferença de tarifas cobradas para a manutenção anual do cartão magnético também é significativa. O Banespa apresentou a maior tarifa, de R$ 48, para este serviço, enquanto o Bandeirantes mostrou a menor taxa, de R$ 6,59, que significa variação de 628,4% entre um banco e outro.
A pesquisa da Fundação é quadrimestral e abrange 43 produtos e serviços. Em relação ao último levantamento (entre 9 e 14 de março), a pesquisa mais recente apontou que os bancos Banespa, Santander e BCN promoveram mudança de taxas.
O Banespa alterou a tarifa e o critério de cobrança do cheque sustado por perda ou roubo. De R$ 5 por folha, o Banespa passou a cobrar R$ 6 por solicitação. Os extratos de terminais, que tinham preço único (R$ 0,90), foram divididos em semanal e quinzenal, custando R$ 0,90 cada, e de 30 dias, ao custo de R$ 1. O Doc C, que custava R$ 9, não é mais oferecido aos clientes com esse formato.
O cheque devolvido do Banco Santander, que custava R$ 7,30, incluindo taxa do Bacen, passou a R$ 9,35. Está saindo mais barato para os clientes o cheque sustado por perda ou roubo, que saiu de R$ 6,10, a folha, para R$ 5,90, a folha. O extrato no terminal, de R$ 0,98, é cobrado a partir da retirada do segundo e não mais no primeiro.
As instituições pesquisadas foram Banco do Brasil, Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), Bandeirantes, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal (CEF), HSBC, Itaú, Mercantil Finasa SP, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco.


