A União de Mulheres de Londrina realiza amanhã uma nova pesquisa de preços - em 30 supermercados da cidade - para detectar quais os aumentos em cada estabelecimento. A comparação será feita com uma lista que relaciona 30 produtos da cesta básica, feita pela associação no mês passado. ‘‘Por enquanto, apuramos diferenças nos preços de até 200% entre os 20 supermercados pesquisados e de até 52% entre as diversas marcas’’, afirmou a presidente da União, Alzira Lopes Ribeiro.
Desde a semana passada, ela percorre os mercados pesquisados para conversar com os gerentes sobre os abusos nos preços. ‘‘Queremos negociar preços mais baratos com os supermercadistas e também exigir providências do Procon’’, disse Alzira. ‘‘Na semana passada, fomos ao Procon mas descobrimos que faltou a assinatura dos gerentes para dar valor jurídico à lista. Vamos ter este cuidado na listagem de amanhã, que será elaborada por 30 mulheres’’, garantiu.
Apesar de não revelar os nomes dos supermercados mais caros - nem as marcas -, Alzira disse ter encontrado uma diferença de 200% no preço de uma determinada marca famosa de sardinha em dois supermercados diferentes de Londrina. ‘‘O preço de uma das marcas de arroz mais conhecidas é 52% mais caro em comparação com o de uma marca paranaense, no mesmo supermercado’’.
Ela recomenda que os consumidores pesquisem o preço entre os vários mercados de Londrina, além de optar por produtos mais baratos - independente das marcas. ‘‘É preciso considerar apenas a qualidade e o preço’’, afirmou Alzira, que garantiu que as indústrias continuam aumentando os preços das mercadorias. Segundo a presidente da União das Mulheres, os preços mais altos estão sendo praticados pelos pequenos e médios supermercados da cidade. ‘‘Os melhores preços são os dos hipermercados’’.Arquivo FolhaOlho abertoRepresentantes da União de Mulheres pesquisam preços: negociação contra os abusosCláudia Lopes

mockup