O preço do óleo diesel estava até 10,81% mais caro no início da tarde de ontem em Londrina e o da gasolina permanecia inalterado. Dos postos ouvidos pela FOLHA, alguns tinham aumentado o preço na manhã de quinta-feira - mesmo sem ainda terem recebido combustível das distribuidoras no novo valor - e outros estavam mudando os valores ontem na bomba. Houve casos em que o mesmo posto mexeu no preço mais de uma vez entre quinta-feira e ontem.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, autorizou reajuste de 10% no preço da gasolina e de 15% no preço do diesel, na última quarta-feira, nas vendas das refinarias. Para evitar impacto maior na inflação, o governo federal reduziu as alíquotas da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide) na comercialização desses combustíveis. Com a medida, o governo esperava que o preço da gasolina para o consumidor não sofresse aumento e do diesel subisse apenas 8,8%.
Em alguns casos, o aumento superou a previsão do governo. ''O nosso preço está baseado no aumento que a Esso nos repassou. Mas a situação ainda vai demorar alguns dias para estabilizar. Só lá pela terça-feira saberemos como esse preço vai ficar'', diz Bruno Santaella, proprietário do Posto Carajás, localizado na rotatória da Rodoviária, onde o preço do diesel subiu de R$ 1,78 para R$ 1,99 na quinta-feira, mas no final da tarde de ontem já estava custando R$ 1,97. Em um outro estabelecimento do empresário, na Avenida Rio de Janeiro, o preço saltou de R$ 1,76 para R$ 1,99, chegando a R$ 1,95 no final da tarde de ontem.
Localizado na Avenida Arthur Thomas (Zona Oeste), o Posto Santo Expedito teve o preço do diesel reajustado ontem, passando de R$ 1,88 para R$ 2,05. No Posto Samuara, na Avenida Maringá, a informação era de que o valor na bomba subiria de R$ 1,96 para R$ 2,12 até o final da tarde, depois que chegasse novo carregamento de combustível.
No caso do Posto Leblon, na Avenida Saul Ekind (Zona Norte), o valor foi reajustado no final da tarde de ontem, saltando de R$ 1,85 para R$ 2,05, embora o novo pedido da distribuidora Esso só chegasse hoje, segundo informou uma funcionária.
Em relação à gasolina, nenhum dos postos ouvidos pela reportagem teve o valor alterado até ontem. A informação, entre alguns donos de estabelecimentos, era de que já havia distribuidora repassando a gasolina entre R$ 0,03 a R$ 0,04 mais cara.''Ainda não sabemos como vai ficar esta questão da (redução da alíquota) da Cide. Será que realmente vai ser possível manter os preços na bomba?'', questiona Bruno Santaella.
Curitiba
Os postos de combustíveis de Curitiba ainda não reajustaram os preços da gasolina e do diesel. No entanto, grande parte deles só está aguardando receber o aumento das distribuidoras para repassar para o consumidor final.
No Posto Batel, bandeira Esso, o litro da gasolina era vendido ontem por R$ 2,39. O funcionário Fernando Carraro, disse que no final de semana deve ser mantido o mesmo preço mas, já há comentários de reajuste para a próxima semana.
No Posto Iguaçu, bandeira Texaco, o diesel ainda estava com preço antigo de R$ 1,84 ontem e a gasolina era vendida por R$ 2,49. ''Ainda não recebi ainda produto com preço novo. Vamos ver se a Texaco vai aumentar. Se isso acontecer, teremos que repassar'', disse o proprietário Guilherme Tetu. Ele disse que tudo depende do mercado e da concorrência. No posto dele, a margem de lucro bruta na gasolina é de R$ 0,30 e no diesel de R$ 0,12. O Posto México, bandeira Esso, vendia a gasolina ontem a R$ 2,30. ''Quando a companhia mudar o preço, a gente reajusta'', disse o funcionário Edson Silva.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, foi procurado pela reportagem mas, não deu retorno até o fechamento desta edição.

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