Diesel aumenta, em média, dez centavos em Londrina
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terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
A velocidade com que as distribuidoras repassaram o reajuste do preço do diesel assustou os donos de postos de combustíveis. "Eles anunciaram na quinta-feira (5) e na sexta-feira de manhã já comprei com preço novo", disse Diogo Decker, do Auto Posto Cupimzão Londrina.
Ele comprou com reajuste de R$ 0,11 por litro. Um impacto de quase R$ 3 mil no valor final da carga. "Estava com estoque baixo e temos uma boa venda do combustível. Algo em torno de 20 mil a 30 mil litros por dia."
Mas Decker afirmou que só repassou aos clientes R$ 0,10. "Vou ter que absorver o prejuízo, senão teria que passar para a casa dos R$ 3, e isso influencia na percepção do mercado", comentou. No Cupimzão, o diesel saltou de 2,89 para 2,99.
O Posto Formigão conseguiu segurar o reajuste até está segunda-feira (9). "Hoje, recebemos combustível já com o preço novo. O aumento foi de R$ 0,10 e repassamos integral para a bomba. O diesel está custando R$ 3,09 o litro", afirmou Paulo Sérgio Murilo, gerente do Posto.
Segundo ele, essa política de revisão de preços da Petrobras dificulta definir estratégias de promoção para atrair clientes. "Fica difícil fazer um planejamento de promoção a longo prazo."
Por meio de nota, o Sindicombustíveis-PR informou "que não tem a atribuição de formatar, regular ou sequer pesquisar preços de combustíveis. Deste modo, se encontra impedido de comentar ou fazer previsões sobre questões pontuais de variação de preço, para cima ou para baixo, que decorrem de um mercado livre, regido pela concorrência."
Em relação a nova política da Petrobras, a nota ressalta que "os postos compõem o último elo da cadeia de combustíveis. Cabe às distribuidoras o papel de adquirir o combustível nas refinarias e revender aos postos. Informações disponíveis no mercado confirmam que a grande maioria das distribuidoras já repassaram aumentos significativos nos preços para os postos de combustíveis. Estes aumentos tiveram diferentes escalas conforme cada distribuidora."
A nota ainda diz que as distribuidoras não têm repassado as baixas de preços com a mesma velocidade que tem feito com as altas e também ressaltou que "os postos não têm trabalho com grandes estoques de produtos, o que é reflexo do mercado recessivo por qual toda a economia brasileira passa."
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), informou, por meio da assessoria de imprensa, que não conhece a política de preços de suas associadas, mas que "a composição do preço final de venda ao consumidor é complexa, leva em conta cinco variáveis (preço de aquisição do produto, tributos, logística, remuneração dos distribuidores e remuneração dos revendedores) e está sujeita às oscilações de oferta e demanda de um mercado livre."
Segundo o Sindicom, apenas duas dessas variáveis, custo do produto e tributos, são responsáveis por mais de 80% do preço final, e a margem média dos distribuidores representa menos de 5%, de acordo com informações publicadas pela ANP. "Finalmente vale registrar que os preços são livres e determinados pelo mercado, e portanto podem mudar diariamente, para cima ou para baixo, independentemente de ocorrerem ou não reajustes no produtor", afirmou o Sindicom. (A.M.P)


