SÃO PAULO - O ano de 1996 fechou com inflação acumulada de 13,18% no município de São Paulo. É o menor Índice do Custo de Vida (ICV) registrado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) desde de 1959, quando iniciou-se a apuração da série histórica. Em dezembro de 1996, o ICV ficou em 0,38%, com alta de 0,06 ponto percentual em relação a outubro e a novembro. Nestes meses, o ICV foi 0,32%.
‘‘A alta do ICV em dezembro foi provocada exclusivamente por causa do aumentos dos combustíveis, apesar de eles terem ocorrido na segunda quinzena de mês’’, diz a técnica responsável pela área de preços do Dieese, Cornélia Porto. Somente o aumento médio de 15% dos combustíveis contribuiu com 0,36% no ICV de dezembro. Na avaliação da técnica, os combustíveis devem continuar puxando para cima o ICV de janeiro, além dos gastos com educação. Com isso, o ICV de janeiro poderá superar o registrado em dezembro.
Preços públicos Os preços administrados pelo governo e dos oligopólios, setores que não sofrem a concorrência externa, foram os que registraram as maiores variações positivas acumuladas no ano passado, superando o índice médio de inflação do período de 13,18%.
Cornélia destaca, por exemplo, os serviços públicos que subiram 28,62% em 1996, as tarifas de transporte coletivo, com alta de 22,39% e as fichas telefônicas, que subiram 107,97%. Os medicamentos aumentaram 16,33%, os seguros e convênios, 39,23% e as escolas, 36,30%, no período.

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