As donas de casas de Curitiba que foram às compras no mês passado economizaram dinheiro na aquisição da cesta básica. Os produtos ficaram 1,1% mais baratos em relação a janeiro, quando houve um aumento de 3,1%. O cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) mostra que a variação acumulada no ano é de 2% e de 11,8%, nos últimos 12 meses.
O levantamento feito pelo Dieese nos supermercados, feiras livres, armazéns e açougues mostrou que o produto que mais contribuiu para a queda do custo da cesta básica foi o tomate. A redução no preço foi de 25,4%. Em seguida, aparece o trigo com queda de 6%.
Dos 13 itens que compõem a cesta básica, seis ficaram mais caros e seis tiveram queda no preço. O pão não teve alteração. Entre os produtos que ficaram mais caros está a carne. O quilo de coxão mole subiu quase 6%, após ter apresentado uma queda em janeiro de 2%.
O economista do Dieese, Cid Cordeiro, lembrou que Curitiba voltou a ocupar a lideraça no ranking das capitais mais caras. Para comprar os produtos, o trabalhador gasta R$ 101. Os mesmos itens em São Paulo e Rio de Janeiro custam R$ 99. Em Natal, onde está a cesta básica mais barata, o custo é de R$ 76. ‘‘Curitiba, tradicionalmente, divide com São Paulo o primeiro lugar na lista das capitais com os produtos mais caros’’, lembrou Cordeiro.
Curitiba ficou entre as nove capitais pesquisadas que tiveram queda nos valores da cesta. A maior redução foi em Natal, onde houve diminuição de 8,6% nos valores. A variação mais elevada foi de 5% em Fortaleza e João Pessoa.
Uma família curitibana (casal e dois filhos) gasta R$ 305 para se alimentar. Ela compromete 2,5 salários mínimos. Para um trabalhador, o custo é de R$ 101. A cesta básica compromete 84,33% do salário mínimo bruto ou 91,68% do salário líquido.

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