Dieese prevê PIB 3% maior
Agência Estado
De São Paulo
O Produto Interno Bruto deverá crescer de 2% a 3% este ano, segundo o coordenador técnico do Departamento Intersindical de estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos, Reginaldo Muniz Barreto. O clima macroeconômico hoje é mais favorável com relação as expectativas para o País este ano, do que o que vivíamos na virada do ano de 1998 para 1999, disse Reginaldo.
Os pontos considerados na avaliação do economista são os principais medidores da economia nacional. As taxas de juros básicos da economia permanecerão estáveis em torno de 18% a 19%. A Balança Comercial deverá acentuar retração no seu déficit, mas ainda está distante de índices positivos de desempenho, tendo fechado o ano com um déficit de 1,2 bilhão. A curva do déficit da balança é descendente se considerarmos que a Balança fechou em 98 negativa em 6 bilhões. Pode-se interpretar aí uma tendência de redução de seu déficit para este ano, avaliou Reginaldo.
A taxa de câmbio está em um patamar sustentável com relação ao real e o estudo do Dieese demonstrou que houve uma redução do aumento de desemprego em 16 capitais do País. A taxa de desemprego cresceu 11% em 99.
No final de 98, prevalecia a idéia de que o País entraria em uma grande recessão, apontada inclusive nos acordos iniciais com o FMI. Essa perspectiva mudou ao longo de 1999 para a estagnação (crescimento do PIB entre 0% e 1%) e a expectativa é de um pequeno crescimento em 2000.





