Dieese: novo mínimo injeta mais R$ 26,6 bi na economia
São Paulo - O aumento do salário mínimo para R$ 510 injetará até R$ 26,6 bilhões na economia, segundo estudo do Dieese. A arrecadação tributária sobre o consumo teria um incremento de R$ 7,7 bilhões.
Segundo o Dieese, 46,1 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo no país.
O estudo aponta ainda que a variação do INPC-IBGE para o período de 1º de fevereiro a 31 de dezembro de 2009 foi estimada em 3,60%. A variação do PIB de 2008 está calculada pelo IBGE em 5,1%. Com o aumento real previsto, chega-se ao valor de R$ 510 e tem-se a variação total de 9,68% para o salário mínimo, o que significa aumento real de 5,87% no período.
No acumulado do governo Lula, segundo o Dieese, os ganhos reais do salário mínimo atingem 53,46%.
Previdência
Bernardo afirmou que o mínimo de R$ 510 terá um impacto de R$ 600 milhões a mais nas contas da Previdência Social no ano que vem, o que elevará o custo adicional a R$ 4,6 bilhões.
Bernardo disse que o aumento do mínimo facilitaria o recebimento do benefício por aposentados que sacam o dinheiro em caixas eletrônicos, já que seria mais fácil sacar o valor redondo.
De acordo com o ministro, o governo pode incluir na medida provisória que reajustará o salário mínimo o aumento também para os aposentados que ganham acima do piso.





