Depois de três meses de deflação, a capital paranaense volta a apresentar crescimento no custo da cesta básica. O índice de aumento foi de 5,48% em agosto em relação a julho. O aumento segue na linha contrária do percentual negativo registrado este mês em São Paulo, quando a taxa atingiu - 0,28%, um dos menores patamares verificados. O encarecimento dos produtos se restringiu a Curitiba, Florianópolis e Belo Horizonte. As demais capitais ou se mantiveram estáveis ou tiveram queda.
Em Curitiba, três produtos afetaram no desempenho da cesta básica. O cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudo Sócio Econômicos) mostra que a carne (4,1%), o tomate (56,9%) e a banana (12,6%) foram os itens que pesaram no bolso do consumidor. Se fossem retirados da relação, a cesta teria variação negativa de 0,7%.
O custo mensal da cesta básica é feito com base numa pesquisa em 75 estabelecimentos. São pesquisados os 13 principais produtos que compõe a refeição básica de um trabalhador. O levantamento de agosto mostra que seriam necessários R$ 91,29 para comprar a ração alimentar de uma pessoa. Os números são praticamente iguais aos de agosto de 96, quando um trabalhador gastava R$ 91,56.
São Paulo lidera o ranking das capitais com a cesta mais - R$ 91,46%. Curitiba está em segundo lugar e Porto Alegre em terceiro com R$ 88,12. Fortaleza tem os produtos mais baratos, totalizando R$ 65,44.

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