SÃO PAULO - Os preços ficaram estáveis no município de São Paulo em novembro, segundo mostra o Índice do Custo de Vida (ICV), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). A inflação para famílias de um a 30 salários mínimos subiu 0,32%, mesmo porcentual de outubro. Mas a pesquisa indica também que em alguns setores ainda existe indexação. Esse é o caso dos convênios médicos, seguros e remédios. ‘‘A tabela de medicamentos sobe todo o mês’’, cita a supervisora da pesquisa, Cornélia Nogueira Porto.
O consumidor gastou com saúde 1,42%. Essa variação só é menor do que a de vestuário (1,73%) e despesas diversas (1,87%). No acumulado do período de julho a novembro, no entanto, os preços das roupas caíram 2,67%, enquanto os serviços médicos custaram ao consumidor 15,76% mais. A alta de 4,62% dos gastos com habitação, nesse período, mostra que ainda existe alguma indexação também no custo dos aluguéis.
A dificuldade do governo em reduzir ainda mais a inflação anual pode se concentrar nesses setores, avalia Cornélia. Mas, na sua opinião, não vai ser difícil chegar em 1997 a uma taxa menor do que a de 96. Os técnicos do Dieese prevêem para 96 uma taxa anual próxima a 13%. Para 97, a variação pode ser um pouco menor, calcula Porto. ‘‘Mas é difícil fazer previsão porque muita coisa pode acontecer’’, ressaltou.

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