O consumo de pescados aumenta nesta época do ano por conta da tradição cristã de não comer carne vermelha. O consumidor deve ficar atento ao adquirir o produto, seja ele fresco ou congelado. Algumas dicas ajudam a não errar na hora da compra.
Se a preferência for por peixe fresco, preste atenção se as escamas estão com cores vivas, brilhantes e firmemente presas ao corpo. Os olhos devem ser salientes, com córnea transparente e pupila negra. As guelras devem estar avermelhadas e sem muco e a carne deve estar firme. Também não deve ter cheiro de maresia nem de amoníaco.
Na compra de peixe embalado, o produto deve estar em invólucro lacrado, para evitar contaminação ou deterioração, e não deve ter gelo solto dentro do pacote, o que aponta variações significativas de temperatura. Os rótulos devem conter a denominação comercial da espécie (tainha, dourado, atum...), o peso líquido, data de validade e meios de contato com o distribuidor.
As extremidades não podem estar secas ou amareladas. A temperatura do freezer onde o peixe é armazenado deve ser de 18 graus negativos ou mais baixa. Independentemente da forma como você comprar o peixe, deixe-o sempre por último para evitar que ele aqueça demais antes de chegar à sua casa.
Se conseguir comprar o peixe fresco e decidir congelar em casa, observe que as vísceras e as escamas devem ser removidas antes. Acondicione-o em embalagens fechadas. Não deixe congeladas por mais de três meses as carnes magras (pescada e bacalhau) e por mais de um mês as gordas (salmão).
A melhor maneira de congelar qualquer tipo de peixe é mergulhá-lo rapidamente em um recipiente com água muito fria e levá-lo ao freezer. Repita a operação várias vezes até que haja uma fina camada de gelo recobrindo todo o peixe. Só então embale-o para o congelamento.
Para descongelá-lo, transfira-o para a geladeira. Nunca degele peixes grandes diretamente no calor. Se tiver pressa, coloque-o embalado dentro de um recipiente com água fria. Peixes pequenos podem ser cozidos congelados ainda.

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