Dicas para fechar um bom negócio imobiliário
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba A maior parte dos imóveis que apresentam problemas tem falhas no projeto e na execução. Hoje ainda são tomadas muitas decisões ao longo da obra que não estão no projeto. O alerta é do engenheiro civil, mestre e doutor em Engenharia de Materiais pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie, Antonio Carmona Filho. Ele participa do 5º Congresso Internacional sobre Patologia e Reabilitação de Estruturas (Cinpar) que começou na quinta-feira e termina hoje em Curitiba. O evento conta com a participação de 250 pessoas.
Carmona Filho, que é também especialista em patologia das construções, defende que na venda de um imóvel, o construtor deveria entregar junto um documento que indicasse como fazer a manutenção e as vistorias, com as devidas frequências dos serviços. Não temos uma legislação que obrigue a fazer isso. Hoje, nem as prefeituras exigem os projetos de fundação e de estrutura, destacou. Por isso, ele recomenda que o comprador do imóvel exija, ao menos, os projetos hidráulico e elétrico.
Ao comprar um apartamento, o consumidor deve primeiro ver o estado geral do edifício e verificar a existência de algum dano com relação a estrutura, alvenaria, fissuras, manchas na garagem e no térreo, infiltrações nas lajes e nos caixilhos (esquadrias) das janelas e presença de bolor. Outro ponto a ser observado é a possibilidade de existir infiltração do térreo para o subsolo.
O comprador deve checar se nas áreas frias (banheiro e cozinha) há vazamento, infiltração, manchas nas paredes e se a pintura está bem conservada. Também deve ser identificada a qualidade dos acabamentos que, de certa forma, mostra uma parte da qualidade da construção.
Pastilhas caindo do lado externo da construção também podem representar dor de cabeça futura. Isso porque a reforma da fachada traz custos altos, destacou o diretor executivo do instituto de pós-graduação IDD, Luis Cesar De Luca, também presente ao 5º Cinpar.
Carmona Filho lembrou que a garagem e as sacadas exigem vistoria mais cuidadosa por profissionais especializados na área. Esses locais não devem apresentar fissuras, sinais de corrosão e deformações. Nas garagens, a dica é checar a presença de infiltrações. A base dos pilares não pode ter fissuras, desplacamentos e corrosão. Outro sinal de problema é infiltração entre uma laje de subsolo e outra.
Na hora da compra do imóvel ele recomenda ainda que a pessoa verifique a relação entre a qualidade e o preço. Além disso é preciso observar se há sinais de ruptura ou ruína que coloquem em dúvida a segurança. Um problema de impermeabilidade, por exemplo, é muito caro e difícil de resolver, disse.


