As viagens de férias com a família, muitas vezes, são um estímulo para compra ou troca de veículos. No entanto, alguns cuidados básicos devem ser seguidos para evitar problemas futuros ou endividamento excessivo. É claro que o mais vantajoso, sempre, é fazer uma compra à vista. No entanto, esse não é o caso de muitos brasileiros. Por isso, há a opção pelo consórcio, financiamento ou leasing.
Uma das primeiras decisões a ser tomada é avaliar como gastar o 13º salário recebido. Esse dinheiro pode ser usado como entrada e, assim, o valor financiado será menor. Em uma outra situação, o consumidor pode incluir seu veículo usado no negócio e quitar à vista a quantia restante da nova aquisição. ''Pagando à vista, o consumidor deve pechinchar porque ele fica com o poder de compra e de escolha'', salienta a advogada Lumena Sampaio, do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).
A forte concorrência existente entre as montadoras permite uma negociação maior por parte do interessado. ''Assim, os consumidores podem entrar em 2006 sem dívidas'', salienta Lumena. Mas se o interessado não tem condições de fazer a compra à vista e optar pelo financiamento é preciso verificar todas as situações. Os juros imbutidos não são tabelados e variam conforme as financeiras.
Além dos juros, é preciso ficar atento com outras taxas cobradas pelas financeiras: taxa de abertura de crédito, imposto sobre operações financeiras (IOF) e financiamentos com seguro, que é optativo. ''O consumidor deve perguntar sobre todas essas taxas'', ressalta a advogada. Ela acrescenta que o financiamento é a melhor opção para os consumidores que precisam ter rapidamente o carro.
Quem pode esperar um pouco mais pelo seu objeto de desejo pode optar pelo consórcio. No entanto, é bom lembrar que essa opção traz a taxa de administração e o fundo de reserva, que é uma porcentagem variável paga mensalmente sobre o valor do veículo. No consórcio são realizadas reuniões mensais entre o grupo de participantes. Há o lance e o sorteio. Nesta época do ano, o participante pode usar seu 13º para dar o lance e sair de carro zero.
O inconveniente do consórcio é que ele é formado por grupos de pessoas e o ideal é que todos paguem em dia. Se houver muitas prestações em atraso, isso acaba onerando as parcelas dos consumidores que pagam corretamente. ''O consório e o financiamento são sistemáticas diferentes e depende das necessidades de cada interessado'', salienta.

mockup