- Quando percebe que não tem condições de pagar as dívidas, o consumidor deve manter a cabeça fria. Esse é o procedimento sugerido pelos consultores financeiros Carlos Ayres, de São Paulo, e Emanuel Gonçalves da Silva, de Salvador, na Bahia. Eles renegociam dívidas de pessoas ou empresas que passam por dificuldades financeiras, querem pagar o débito, mas não estão preparadas psicologicamente para suportar a pressão do credor.
- Em algumas questões básicas, os dois consultores dão a mesma orientação ao devedor, como a de não abrir mão do esticamento do prazo de pagamento e da redução das taxas de juro. Em relação à discussão judicial da dívida, Ayres faz um alerta: se a briga for contra os bancos, o consumidor pode, posteriormente, ter problemas de crédito em outros bancos.
- Quando a dívida é com financeiras, normalmente existe um departamento de cobrança terceirizado - as chamadas agências de cobrança -, que se responsabilizam pelo recebimento do débito. E é com esse pessoal que o consumidor precisa conversar. Nesse caso, a orientação de Silva é de que o devedor não aceite pagar juros elevados pelo atraso, nem os honorários advocatícios de cerca de 20% que essas empresas costumam cobrar.

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