Na hora de decorar, lembra a arquiteta Renata Almeida, é preciso usar a iluminação para causar conforto. Tudo tem de estar de acordo com os móveis e com o trabalho que a pessoa executa. ''Dependendo da atuação, um pêndulo sobre a mesa está mais de acordo do que várias luzes direcionadas pela sala''. As fiações dos equipamentos devem ser colocadas no interior dos móveis, permanecendo escondidas, caso contrário não haverá capricho na receptividade.
Os decoradores em geral não indicam cortinas de tecido em escritórios, pois pesam o ambiente além de comprometer a luminosidade do espaço. Por último, ela sugere que as mesas e estantes acomodem objetos de recordação do profissional, algo que remeta a uma viagem, pode ser uma foto, diz. Se a pessoa se sentir à vontade pode ser um porta retrato com uma imagem dos membros da sua família.
Foi pensando assim que o diretor de criação da empresa curitibana de design gráfico Brainbox, Zeh Henrique Rodrigues, criou o seu espaço para trabalhar. Tratou de acumular em sua estante itens que trazem boas recordações e cartazes de propagandas francesas que lhe dão referência cultural na hora de criar os seus produtos.
Desde menino Zeh tem gosto por anões, por esse motivo o Atchim dos Sete Anões do desenho da Branca de Neve lhe faz companhia na hora de trabalhar. ''Me lembro de amigos. Ganhei o Atchim de pessoas queridas. Trabalhar com tudo isso perto é melhor'', fala Rodrigues. Outro objeto que fez questão de preservar no ambiente de trabalho foi o seu primeiro computador, um Apple 13 polegadas. Hoje ostenta os opostos da evolução tecnológica numa única sala. Em sua mesa há um notebook macintoch dos grandes que lhe serve de ferramenta na hora de desenhar os gráficos.
Os bonequinhos de porcelana ao lado Atchim foram comprados há cerca de dois anos na loja do Museu Oscar Niemeyer (MON). Para o diretor, a presença deles diariamente remete reconhecimento profissional. Ele sente orgulho em falar que o MON é um de seus principais clientes.
Líder, a chefe da House Cricket Marketing Direto, Maria Fernanda Bruni, faz uso de uma sala privativa com puffs que projetou em seu escritório para tocar uma reunião com sua equipe. Ela precisa bolar uma campanha e recorre a um ambiente inovador, com pinturas vibrantes e ao invés de poltronas convencionaus, puffs coloridos, a fim de estimular o pensamento criativo nas pessoas com que trabalha. ''Mudando o jeito de sentar e a maneira de ver as coisas damos condições para que surjam novas ideias.'', resume Bruni. (A.F.)

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