Acém, paleta, músculo dianteiro e peito. No balcão do açougue ou do supermercado, estes são alguns cortes de carne bovina considerados ‘‘de segunda’’ e que nem sempre agradam o paladar do consumidor, que geralmente paga mais caro pelos cortes tradicionais. Porém, o especialista em cortes de carnes Marcelo Conceição – que ministrou o 1º Simpósio sobre Desossa na ExpoLondrina – prova que é possível preparar pratos suculentos em casa ou mesmo um bom churrasco sem precisar gastar com uma peça de picanha, contrafilé, maminha ou alcatra.
  Seguindo o slogan ‘‘se o boi é de primeira, não existe carne de segunda’’, Conceição dá dicas a donas de casa e apreciadores de carne de como economizar e aproveitar melhor todos os cortes do animal. ‘‘A parte dianteira do bovino é onde estão as carnes mais desvalorizadas, conhecidas como ‘‘de segunda’’, e geralmente vistas como de baixa qualidade. Entretanto, se o animal for jovem e de procedência, é possível aproveitá-lo praticamente todo para consumo’’, comenta o consultor.
  Para saber se o boi foi abatido no período correto, o consumidor deve ficar atento a alguns detalhes. Um das principais características de um animal jovem são os ossos finos e brancos, além da vermelhidão da carne.
  Uma das técnicas utilizadas pelo especialista para valorizar alguns cortes ‘‘de segunda’’ é prepará-las em medalhão e servi-las no espeto. Peito, acém e ponta da paleta são alguns exemplos que chegam até se confundir com a picanha quando estão prontas para irem à churrasqueira. ‘‘Se compararmos o quilo da picanha com o quilo de peito veremos que pode haver uma economia de 50% tranquilamente. São carnes ótimas para assar com preços muito baixos’’, certifica Conceição.


Segundo o especialista, o consumidor deve ficar atento quando há muito sangue ‘‘escorrido’’ dentro da embalagem. Isso significa que a carne
passou por oscilações de temperatura muito bruscas, tornando o gosto da carne diferente do normal



A gordura da carne também deve estar bem clara, o que significa que o animal não foi abatido clandestinamente


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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