Diante da crise, prioridade é manter empregos, diz Dilma
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Eduardo Kattah<br>Agência Estado 
Belo Horizonte - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem que a prioridade do governo federal no enfrentamento da crise financeira internacional é manter o crescimento das taxas de emprego no País. Para isso, destacou a ministra, será preciso garantir a concessão de crédito às empresas. Dilma assegurou que o governo não quebra diante dos efeitos da turbulência global. Também não somos autistas, nós não achamos que a crise não chegue ao Brasil de uma forma ou de outra, salientou, ao participar de um encontro com empresários em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O que nós estamos dizendo é o seguinte: nós temos condições de lutar para que essa situação seja minimizada, não tenha os efeitos destruidores que tiveram no passado, por exemplo em 2002, quando o Brasil chegou praticamente à quebradeira, disse, observando que o governo está bastante atento para providenciar todas as medidas que garantam que se mantenha o emprego. Para isso nós vamos precisar necessariamente que as empresas continuem funcionando. E para isso nós vamos precisar de assegurar o crédito.
Segundo Dilma, a confiança de que a atual crise terá impacto menor no Brasil se baseia em medidas tomadas nos últimos anos e que tornaram o País mais forte para enfrentar o cenário internacional adverso.
Conforme a ministra, anteriormente, quatro dias depois de uma crise internacional o Brasil costumava quebrar. Ele quebrava porque ele não tinha reservas, ele não tinha diversificado as suas relações comerciais e ele não tinha apostado no seu mercado interno, afirmou. Nós hoje sofremos a turbulência, tem efeito sobre nós, mas o governo não quebra. Quando o governo não quebra, é muito mais fácil garantir e assegurar que os setores econômicos não quebrem também.
Dilma novamente assegurou a continuidade das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ela, os investimentos em infra-estrutura previstos no programa ajudarão o Brasil a enfrentar os efeitos da crise econômica. O PAC não vai sofrer solução de continuidade. Nós vamos garantir que esses recursos estejam aplicados devidamente.


