'Diálogo com outras empresas é mais produtivo'
O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado do Paraná (FTIA-PR), Ernane Garcia Ferreira, disse à reportagem da FOLHA que este tipo de situação é recorrente em muitas empresas, principalmente frigoríficos. "As limitações para esse tipo de trabalhador são constantes no Estado e no País", explicou.
Ferreira relatou também que muitos colaboradores da planta da JBS são de fora de Rolândia, em cidades que ficam até 180 quilômetros de distância. A força-tarefa comprovou que o transporte dos trabalhadores fornecido pela empresa também não era computado na jornada de trabalho, o que é irregular. "Nós intensificamos as ações em frente à empresa, e descobrimos também que a contestação dos médicos aos atestados era muito grande", exemplificou.
Por fim, o presidente da FTIA-PR relata que a razão do abuso da autoridade daquela planta, em específico, está ligado diretamente ao poder econômico da empresa. No primeiro trimestre de 2015, a JBS registrou um lucro líquido de quase R$ 1,4 bilhão. "Em outras empresas nós conseguimos um diálogo bem mais produtivo, principalmente no que diz respeito à questão da saúde dos colaboradores", finalizou. (V.L.)





