Além de saber exportar com eficiência, empresários de Londrina estão aprendendo como enfrentar a invasão de empresas do exterior. O setor de confecção, por exemplo, tem pela frente a concorrência dos produtos chineses, depois da queda este ano das barreiras protecionistas entre Brasil e China. Ter marca própria para agregar valor, além de produtos com preços competitivos, passou a ser a preocupação central do setor têxtil desde então. O Programa de Extensão Industrial Exportadora (Peiex) oferece um dignóstico para atingir estes e outros objetivos, como confirmam empresários que participam do projeto.
  Os empresários Celso Eduardo de Camargo, da Nexxus Confecções, e Marcelo Paulino, Natura Brasil Confecção comemoram o apoio dado pelo Peiex. Camargo vê como estratégico o trabalho dos extencionistas do programa de exportação. ‘‘Estaremos mais preparados para enfrentar a concorrência que virá para nosso país’’, declara o proprietário da Nexxus, ao comentar a invasão dos produtos chineses, que ainda não ocorreu com maior vigor devido ao dólar valorizado.
  Os empresários informaram que os extencionistas fizeram uma radiografia de suas empresas e, em seguida, um diagnóstico. O trabalho que iniciou em fevereiro deste ano, terá prazo de até 15 meses para ser totalmente implantado. O proprietário da Natura Brasil comenta que por vender malharias (moda íntima) abaixo de R$ 1,00, pensa em exportar para mercados onde os chineses vendem seus produtos. ‘‘Ganho com o volume de vendas, até aqui dentro (Brasil) concorro com os chineses’’, pontua.
  Segundo os empresários, os extencionistas estão melhorando o marketing, a administração, a produção, o designer dos produtos entre outros pontos para fazer frente a concorrência interna e externa. Carmargo declara que sem o apoio do governo estadual e federal, é difícil exportar nos níveis exigidos pelo mercado externo. ‘‘Mesmo que eu não exporte num primeiro momento, vou aprender a me defender da concorrência externa’’, ressalva (E.P.F.).

mockup