Diagnóstico Empresarial
É algo natural que tanto dirigentes de empresas como seus colaboradores desejem ter uma avaliação da situação em que sua empresa se encontra, conhecer como e para onde ela está indo, como ela é vista interna e externamente por seus fornecedores, comunidade e clientes. As personalidades jurídicas, assim como os indivíduos, precisam, frequentemente, ouvir a si mesmas e a outros, para obter alguns referenciais que possibilitem o reposicionamento ou a decisão sobre as ações que possam guiar seus próximos passos.
Esta ferramenta de avaliação empresarial, também conhecida como diagnóstico e praticada pela IBQP, não visa a julgar se a empresa é boa ou ruim, se vai bem ou vai mal, mas sim a medir, sob a ótica da própria empresa, o quanto os seus esforços a estão levando na direção desejada. Também permite que ela conheça e entenda, dentre outras coisas, como seus problemas ou oportunidades são percebidos e administrados na prática, ou o grau de comprometimento, agilidade e flexibilidade das partes na realização de suas atividades.
Mais importante do que se ter boas idéias, valores, princípios ou uma missão de que se orgulhe, é avaliar o processo de transferência dessas informações e o quanto disso é absorvido e implementado por seus colaboradores. Não basta ter-se um excelente sistema de informações, mas sim conhecer-se a eficiência e a qualidade das decisões que são tomadas a partir das informações geradas.
Assim como o que se ensina e transmite aos colaboradores formal ou informalmente não é necessariamente aquilo que aprendido e praticado, algo que também pode ser constatado através do diagnóstico, o fato de prever-se ameaças ou conhecer-se oportunidades não garante necessariamente que elas estejam sendo evitadas ou aproveitadas, respectivamente, e em seu devido tempo.
Hoje em dia já se fala em auto-estima das empresas, pois dependendo da maneira como a própria empresa se vê, e transmite tal percepção a terceiros, através de suas constantes interações com fornecedores, clientes e comunidade, é praticamente possível prever o sucesso ou fracasso na realização de seus propósitos e objetivos.
Assim, ''o conhece a ti mesmo'', de Sócrates, como vemos, também se aplica às empresas, e a percepção que esta tem de si mesma, de suas limitações e competências, somada ao planejamento e a perseverança na consecução de suas metas, de forma realista e factível, é o que possibilita sua continuidade e crescimento de fato, e minimiza frustrações e desencantos.





