A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras cinco centrais sindicais (CTB, CSP-Conlutas, Intersindical, UGT e Nova Central) realizaram ontem uma série de protestos no Brasil contra a terceirização e as medidas provisórias (MPs) 664 e 665, que endurecem as regras para a concessão do seguro-desemprego, abono salarial, pensões por morte e auxílio-doença, do ajuste fiscal proposto pelo governo federal. O ato foi chamado de Dia Nacional de Paralisação.
Segundo a direção da CUT, em todos os Estados e Distrito Federal houve algum tipo de ato, protesto, manifestação ou paralisação. Não há um número consolidado de quantos trabalhadores e militantes aderiram aos protestos, mas estradas foram bloqueadas, montadoras e fábricas foram fechadas, agências bancárias interromperam atendimento, além de outras manifestações.
Em Curitiba, os bancários adiaram a abertura de dez agências no centro e dos centros administrativos do Palácio Avenida do HSBC e do Banco do Brasil da Praça Tiradentes. A mobilização da categoria começou às 7 horas da manhã. Em seguida, a categoria se uniu aos professores na Praça 19 de Dezembro e seguiram em caminhada até a Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico, onde fica a sede do governo estadual. Segundo os manifestantes, o ato reuniu 10 mil pessoas em Curitiba. Já a Polícia Militar estimou 3 mil.
Para o secretário de comunicação do Sindicato dos Bancários, Genesio Cardoso, a aprovação da terceirização representaria o fim da categoria bancária. Na base da CUT-PR no Paraná, 82 agências permaneceram fechadas ontem de manhã.
Ainda, cerca de 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) fizeram um bloqueio de cerca de três horas no Contorno Sul, em Curitiba, ontem de manhã na BR-376, Km 587, próximo à fábrica da Volvo.

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