O fim da greve dos funcionários da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) ocorreu num dia marcado por discussões judiciais. O Ministério da Agricultura no Paraná não acatou a liminar obtida pelo Sindicarne na última sexta-feira, que autorizava o abate de animais sem as Guias de Trnaspote Animal (GTAs), liberadas pelos funcionários da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab).
A mesma liminar autorizava também o transporte e a comercialização da carne, sem a fiscalização dos técnicos da Seab, desde que os frigoríficos mantivessem em seu poder as notas fiscais da compra de vacinas da campanha contra febre aftosa de novembro de 2001.
Para o presidente do Sindicarne, Péricles Salazar, a negativa do Ministério em liberar a carne dos frigoríficos que dependiam do Sistema de Inspeção Federal (SIF) revelou a intransigência do órgão. ‘‘Em momento algum essa liminar colocaria em risco a sanidade do Estado porque a exigência de apresentação das notas fiscais de compra de vacinas continua sendo feita’’, chegou a alegar Salazar.
O delegado substituto do Ministério no Paraná, Scylla César Peixoto Filho, rebateu as críticas de Salazar. ‘‘Não se trata de instransigência, mas sim de cumprir uma legislação. Nós não fomos citados na liminar obtida pelo Sindicarne, por isso continuamos necessitando das guias para autorizar o abate e transporte de carne’’, explicou. Peixoto alegou ainda que essa medida é uma forma de proteger todo o sistema, especialmente aqueles frigoríficos que exportam carne. Segundo Salazar, ontem, 70% dos frigoríficos paranaenses de carne bovina já tinham retomado suas atividades normais.

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