Depois de um primeiro semestre 'morno', a expectativa do comércio é que o Dia dos Pais seja o início de uma temporada mais promissora. Em Londrina, os lojistas estimam um aumento entre 10% e 20% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Como sempre, o setor de confecções, calçados e acessórios deve ser o mais movimentado.
De acordo com Marcelo Cassa, diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), a proximidade da data com o quinto dia útil de agosto deve incentivar o consumidor. Além disso, vale lembrar que este mês o comércio da cidade funcionará nos dois primeiros sábados até às 18 horas. ''Não é propriamente uma novidade porque nos bairros isso já acontecia. Dependendo do resultado e do consenso, poderemos dar continuidade à experiência'', adiantou.
Na opinião do superintendente do Shopping Royal Plaza, Luiz Roberto Parizotto, o movimento está maior desde o início do mês. Sua previsão é que no sábado cerca de 20 mil pessoas circulem pelo local. Isto significa, no mínimo, um acréscimo de três mil visitantes. No Shopping Catuaí a expectativa também é boa. Segundo Claudinei de Bossi, presidente da Associação dos Lojistas, o sorteio de brindes será um bom chamariz. A cada compra de R$ 50,00, o consumidor concorrerá a um aparelho celular, um DVD, um mini system, uma câmera fotográfica digital, uma televisão de 29 polegadas e um computador Pentium 4. A premiação acontecerá sábado, às 22h30, na praça de eventos do Shopping.
A exemplo do que ocorreu nas últimas datas comemorativas, o presente do pai será um pouquinho mais barato este ano. Para Carlos Roberto de Julio, gerente da Loja Riachuelo, o consumidor deverá gastar entre R$ 25,00 e R$ 30,00. ''Na verdade, será uma lembrança que cai como uma luva para o nosso setor''. Assim como em várias outras lojas, o movimento é crescente desde segunda-feira, mas o pico é esperado para amanhã. Neste dia, serão sorteados 20 vale-compras de R$ 100,00 entre os clientes do Classifone da Folha de Londrina que anunciaram desde o início do mês.
Na loja O Boticário onde Sandra Mara Pagini Lima é gerente o movimento dessa semana deve corresponder a 60% do faturamento mensal. De acordo com ela, metade dos clientes deve pagar a compra à vista, 30% no cartão e 20% no cheque pré-datado. ''Em comparação a 2002, o movimento está praticamente igual, mas o valor dos presentes está maior'', festeja.
Regina Louzada, proprietária da Cartola Confecções, acha que os consumidores demoraram a aparecer pela falta de dinheiro. No mesmo período do ano passado, os filhos estavam gastando mais e, por isso, sua expectativa é que dessa vez o faturamento seja, pelo menos, igual. A dona de casa Roselaine de Carvalho comprou duas camisas na loja para presentear o pai e o marido. ''Andei muito pesquisando os preços e encontrei uma diferença de até R$ 20,00 no mesmo produto'', explicou. A doméstica Leonice Ferreira disse que ainda não teve tempo de sair às compras e que não sabe o que escolher. Ela espera gastar até R$ 50,00 com roupas ou sapato, mas lembra de épocas em que não teve dinheiro para presentear. ''Se pudesse eu daria uma casa para meu pai'', disse cheia de esperança.

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