Dia de trégua e descanso
RIO - Após três dias de batalhas judiciais em torno do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce e dos enfrentamentos entre policiais militares e manifestantes, ontem foi um dia de trégua e descanso para policiais militares, manifestantes e praticamente todos os integrantes dos dois consórcios que disputam o controle da Vale. Só não descansaram os advogados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Eles passaram o dia preparando documentos pedidos pelo ministro do STJ, Demócrito Reinaldo para julgar a ação que pode tornar viável o leilão da Vale na próxima semana.
O presidente do Conselho de Administração da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamim Steinbruch, líder de um dos dois consórcios que quer a Vale, interrompeu a sequência de reuniões do grupo, que já durava vários dias, e foi para São Paulo passar o feriado de 1º de Maio com a família. Hoje estará de volta, uma vez que o consórcio, embora já formado, ainda pode receber adesões. De acordo com um dos seus integrantes, as discussões agora estão concentradas em um ponto fundamental: qual é o ágio sobre o preço mínimo da Vale suportável para as empresas que fazem parte do consórcio?





