Dia de comer macarrão
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de outubro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As receitas da massa e das variações dos molhos passam de geração em geração, mas o macarrão não envelhece nunca e ocupa uma boa fatia no prato do brasileiro. A mistura de farinha de trigo, ovos e água tem um batalhão de aficionados no mundo inteiro. De tão popular essa iguaria ganhou até data de comemoração, amanhã, 25 de outubro, é o Dia Mundial do Macarrão. A A data foi instituída em Roma, a cidade eterna, durante o primeiro congresso internacional sobre o alimento, que reuniu os principais fabricantes do mundo.
O Brasil é o terceiro maior produtor do mundo. Ocupa a 12 posição no ranking mundial e a 5 colocação no ranking das Américas de consumo per capita, com 6,6 quilos/ano. Os maiores consumidores per capita são Itália, com 28 kg por habitante/ano, e Venezuela, com 13 kg por habitante/ano. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima).
O mercado brasileiro de massas é representado por três categorias. As massas secas, do tipo espaguete, gravatinha e parafuso, representam 87% do consumo. O restante do setor é representado por 10% de massas instantâneas e 3% de massas frescas, do tipo ravioli e cappeletti.
A indústria brasileira produz 1,3 milhão de toneladas/ano, ficando atrás apenas da Itália e dos Estados Unidos que produzem 3 milhões de t e 2 milhões de t, respectivamente. O setor gera 25 mil empregos diretos no Brasil e teve, em 2008, um faturamento de R$ 5 bilhões, o que representa um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Nem mesmo a crise econômica mundial, a dependência da importação de trigo e os reajustes no preço da matéria-prima nos últimos anos, afetaram a produção e o consumo no Brasil. O País foi escolhido para ser a sede do 4º World Pasta Congress, que acontece no Rio de Janeiro, em outubro de 2010.
''Gosto de usar ovo caipira para a massa ficar amarela'', conta. Os molhos que ele mais gosta de usar são al freddo, quatro queijos, funghi e al pesto.
História
O macarrão começou a ser preparado logo que o homem descobriu que podia moer alguns cereais, misturar com água e obter uma pasta cozida ou assada. É difícil dizer onde e quando isso aconteceu. Textos de civilizações antigas relatam que os assírios e babilônios, por volta de 2.500 antes de Cristo já conheciam um produto cozido à base de cereais e água.
A primeira referência mais próxima ao ocidente do macarrão cozido está no Talmude de Jerusalém. O livro traz as leis judaicas do século V a.C. Em Roma, no século VII a.C. comia-se uma papa de farinha cozida em água, chamada pultes.
O macarrão teria chegado a Veneza em 1295 pelas mãos de Marco Polo, que acabava de voltar da China, onde passou 17 anos. Na sua bagagem veio a receita de um prato feito com uma farinha extraída de arbusto de sagu que, depois de cozida, era cortada e seca. Na Itália, em 1279, já tinha sido registrado um nome associado às massas.
A versão mais aceita pelos historiadores faz referência aos árabes como os pais do macarrão, levando-o à Sicília no século IX, quando conquistaram a maior ilha italiana. Os árabes chamavam o macarrão de itrjia. Era uma massa seca para melhor conservação nas longas travessias pelo deserto.
No entanto, uma coisa é certa, a partir do século XIII, os italianos foram os maiores difusores e consumidores do macarrão por todo o mundo. Inventaram mais de 500 variedades de tipos e formatos. Nesta época, eles incorporaram ao alimento um ingrediente nobre: a farinha de grano duro, que permite o cozimento correto.


