No município de São Sebastião da Amoreira, cerca de 1,5 mil produtores da região norte do Estado estão tendo contato com o que há de mais moderno em relação a cultivares de soja, milho, além de diversos defensivos e fertilizantes agrícolas. Segue até hoje o Dia de Campo Vilela & Vilela 2011,
empresa do ramo do agronegócio que há cinco anos realiza o evento direcionado aos seus clientes. Durante três dias, 22 empresas, algumas mundialmente conhecidas, estão expondo cerca de 40 materiais de soja e 15 de milho, provando 'in loco' toda a capacidade de produção das novas sementes que estão chegando ao mercado.
Paulo Vilela, um dos sócios da empresa fundada em Cornélio Procópio, comenta a importância de trazer tecnologias diferenciadas ao produtor. ''Eles estão vendo novas variedades de soja e milho de alta produtividade, resistentes a doenças, herbicidas e até a estiagem. A pesquisa no setor é dinâmica, por isso a importância de todo ano trazermos novidades''.
Numa área de um alqueire, todas as empresas mostram em pequenas parcelas o que seus produtos são capazes de realizar. Atentos a todos os detalhes, os produtores procuram saber principalmente sobre as novas técnicas de cultivo, as tendências das cultivares e sua produtividade. Após o dia de campo, acontece a colheita da área, e os números de produção são divulgados.
No ano passado, foram colhidas cerca de 210 sacas de milho por hectare e 80 sacas de soja por hectare. ''Este ano foi excepcional para o produtor, com o tempo e os preços ajudando. Aqui no evento, conseguimos mostrar o potencial máximo de cada variedade e produto. O agricultor não pode ficar para trás, tem que acompanhar as novas tecnologias'', ressalta Vilela.
Evair de Oliveira é produtor de grãos numa área de 75 hectares em Santa Amélia. Ele comenta que já veio em outros três dias de campo promovidos pela Vilela & Vilela e acha esse trabalho importante. ''Aqui podemos visualizar o potencial das variedades e das marcas que estão no mercado. A tecnologia não para e isso faz com que o alimento chegue mais barato na mesa do consumidor'', opina Oliveira.
O agricultor relata ainda que utilizou tecnologias apresentadas em dias de campo e que elas surtiram efeito na lavoura. ''Testei algumas variedades e senti diferença. Devo começar a colher minha soja daqui a uns 20 dias e espero bons resultados''.
Roberto Reff, produtor de soja e milho em Sertaneja, também plantou algumas variedades mostradas neste tipo de evento e salienta que sempre é possível aproveitar as novidades. ''Aqui estamos vendo os resultados e ainda trocamos ideias com outros companheiros. Não tem nenhuma 'maquiagem' no negócio'', complementa.

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