O comércio pretende vender de 8% a 9% a mais neste Dia das Mães em relação ao ano passado. Data é considerada a segunda melhor para o setor depois do Natal. A estimativa da Associação Comercial do Paraná (ACP) projeta gastos médios de R$ 80 com o presente. Em Londrina, os comerciantes estão mais otimistas e esperam vendas 15% maiores do que as atingidas no mesmo período do ano passado. Em Maringá (Região Noroeste) 82% dos empresários acreditam em aumento de vendas neste período e, deste total, 58% projetam vendas até 30% maiores do que as registradas em 2007.
Os shoppings estimam vendas 13% maiores, segundo a Associação Brasileira de Shoppings Centers. O movimento de pessoas nestes locais deve crescer 8%. De acordo com a ACP, a data foi responsável pela criação de 5 mil empregos temporários em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral. A projeção da entidade é que neste ano o valor gasto com os presentes será mais alto devido à estabilidade da economia e à grande oferta de crédito. Na avaliação de empresários de todo o Estado, os presentes mais vendidos deverão ser artigos de confecções e sapatos, além de flores.
Para Marcelo Cassa, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, são comercializados produtos de utilidade diária e supérfluos, como roupas, flores, perfumes, jóias e relógios. ''Não são comercializados apenes presentes nesta data, há a mudança da estação e o consumidor também está menos endividado'', avalia. Segundo ele, no primeiro trimestre os consumidores ainda estão pagando as ''despesas extras'' tradicionais do início do ano, como os parcelamentos de compras feitas no Natal, viagens de férias, impostos e compra de material escolar. Apesar dos consumidores estarem com mais dinheiro, na sua opinião, os presentes devem ser mais baratos.
Já em Maringá, os empresários apostam em gastos de cerca de R$ 100. Naquela cidade, as projeções é de que as vendas deverão ser efetuadas à vista ou com cartão de débito, para 14% dos entrevistados, mas a maioria (54%) acredita que os pagamentos serão com cartão de crédito ou cheque pré-datado. O restante - 32% - espera que as vendas serão por crediário.
No setor de floriculturas, as vendas chegam a crescer 200% neste período, o que leva a contratação de funcionários extras. O grupo O Boticário aposta em vendas 18% maiores com a linha específica que é vendida para a data. Já a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) estima vendas entre 8% e 10% maiores neste ano. A indústria reforçou o foco nos produtos fabricados no País, e que têm índice de nacionalização alto, para contornar os problemas de falta de componentes e produtos importados registrados em decorrência da greve dos auditores fiscais.
Os produtos que devem registrar maior volume de vendas, segundo o presidente da Eletros, Lourival Kiçula, são a linha de portáteis, ferros de passar a vapor, liquidificadores com filtro, miniprocessadores, mixers e aspiradores de pó; na linha branca, os refrigeradores, fornos de microonda e lavadoras e, na linha de imagem e som, os televisores de plasma e LCD. Ele disse que os fatores que deverão contribuir para o incremento nas vendas são a recuperação da renda, o alongamento dos prazos de pagamento, o interesse dos consumidores por novos produtos e a realização de promoções por parte do varejo.

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