Dia das Mães gera boas vendas no comércio
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sábado, 11 de maio de 2013
Mie Francine Chiba <br>Reportagem Local 
O comércio de Londrina amanheceu ontem com movimento de consumidores em busca da última oportunidade para comprar o presente do Dia das Mães. As lojas ficaram abertas até as 18 horas e a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) disse acreditar que a expectativa de crescimento de 6,4% nas vendas da data iria se concretizar.
''Na quinta e sexta-feira durante o dia tivemos bastante movimento (no comércio). E hoje (sábado), logo cedo, já começou um volume bastante grande de carros'', argumentou Marcelo Ontivero, diretor comercial da Acil. Para ele, o restante do dia de véspera do Dia das Mães também prometia bastante movimento. A linha de perfumaria e calçados, na visão de Ontivero, também seria bastante beneficiada nesta data.
Segundo comparação de Nádia Nasser, proprietária de uma loja de confecções, o Dia das Mães é o Natal para quem trabalha no ramo. Para Nádia, que ainda esperava o fim do dia para avaliar os resultados do Dia das Mães deste ano, as vendas pareciam estáveis em relação ao ano passado. ''Mas se igualar já está bom demais.''
Carlos Den, que abriu uma loja de acessórios há apenas dois meses, estava satisfeito com os resultados do seu primeiro Dia das Mães. ''Tenho parentes que trabalham no ramo que já disseram que era um bom negócio. No Dia das Mães é bacana, porque é uma loja bem feminina.''
O ticket médio para a compra da data comemorativa deste ano, segundo pesquisa da Acil, foi de R$ 123. De acordo com Ontivero, dado relevante é que consumidores que pretendiam gastar mais de R$ 200 chegaram a 28%. O carpinteiro Aparecido de Oliveira, que por questões financeiras não pôde comprar um presente para sua mãe no ano passado, ontem pôde fazê-lo. Gastou cerca de R$ 300 com o mimo.
Para o diretor da Acil, o fato de alguns consumidores estarem gastando mais no Dia das Mães deste ano tem relação com a estabilidade do emprego, a renda crescente e a facilidade de crédito. ''O consumidor acaba comprando um presente melhor.''
Mas havia quem estava procurando economizar. A auxiliar de costureira Maria Madalena estava em busca de uma blusa de frio para sua mãe, e planejava gastar até R$ 60 com a compra. Para encontrar preços melhores, pesquisou muito. ''Tem que andar bastante para achar.''
Na opinião de Daniele Santos, os preços este ano também ficaram mais altos. ''O mesmo produto do ano passado hoje está R$ 15, R$ 20 mais caro'', afirma a vendedora, que comprou um calçado de presente para sua mãe. ''Para ela ficar com os pés quentinhos'', brincou.
A chegada do tempo frio ajuda os comerciantes a alavancarem as vendas do Dia das Mães. É o caso de Sandra Farias, que tem uma loja de pijamas e roupas de cama. Para esta data, fez promoções de pijamas de frio. Segundo ela, os valores dos presentes variaram de R$ 15 para uma caneca a R$ 80 para um pijama. ''Mas ninguém sai sem nenhuma lembrancinha.''
Segundo Marcelo Ontivero, também proprietário de uma loja de móveis e eletro, a desoneração dos smartphones impulsionou a venda de eletrônicos. A redução dos valores dos aparelhos chegou a 9,25%, em média. ''Muitas vezes o filho, neto, genro, vem comprar o presente para as mães e acaba levando para ele também.''
Horário ampliado
O movimento do comércio à noite, na quinta-feira e sexta-feira, na opinião da comerciante Nádia Nasser, não teve o resultado desejado. ''Faltou divulgação. Muita gente não sabia que o comércio estaria aberto. Perto das 18 horas tinha gente correndo para terminar as compras.'' Nos dois dias o comércio de rua ficou aberto até as 21 horas.
Segundo Marcelo Ontivero, diretor comercial da Acil, a decisão de abrir o comércio à noite foi tomada muito perto da data, e não houve tempo de divulgação mais intensa. Com isso, o comércio ficou mesmo mais movimentado durante o dia.


