Curitiba - O Dia das Mães e a proximidade da Copa do Mundo contribuíram de forma decisiva para que as vendas do comércio varejista voltassem a registrar alta em maio. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume comercializado no varejo subiu 1,4% naquele mês, depois de cair 3,1% em abril, conforme dados corrigidos pelo instituto. No Paraná, a alta no mesmo período foi de 4,80%. No ano, a evolução nas vendas foi de 11% e 8% nos últimos 12 meses, terminados em maio.
O impulso do comércio também tem raízes no aumento da renda e do crédito, além da geração de empregos. O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, acredita que, para o segundo semestre, as vendas devem ter crescimento, mas não no mesmo ritmo do primeiro semestre. O aumento no preço dos alimentos e a trajetória de aumento dos juros iniciada no final de abril podem contribuir para a desaceleração.
O coordenador da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), Reinaldo Pereira, avaliou que o número de maio indica que a retração de abril foi uma acomodação natural dentro da série, que desde maio do ano passado, apresentou apenas dois resultados negativos (-0,8% em dezembro e - 3,1% em abril, maior queda desde 2000).
Em relação a igual mês no ano anterior, as vendas do comércio tiveram ampliação de 10,2% em maio, ante variação positiva de 9,2% em abril. Nessa comparação, as vendas de móveis e eletrodomésticos seguem em alta, com avanço de 19,5% em maio, depois de subirem 22,4% em abril.
Em maio comparado ao mesmo mês do ano anterior, as vendas tiveram alta de 8,6% no Paraná. O único setor que teve queda de vendas foi o de combustíveis (-8,56%). No Estado, móveis e eletrodomésticos também cresceram e tiveram alta de 25,57%. Para Cordeiro, isso é reflexo da explosão da construção civil.
Além desses setores, tiveram aumento de vendas no Paraná supermercados (2,81%), vestuário e calçados (5,96%), artigos farmacêuticos (16,11%), equipamentos e material de escritório e informática (82,43%), livros e jornais (14,55%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,36%).
No País, as vendas cresceram 11,5% nos cinco primeiros meses do ano e 8,8% nos 12 meses. Na comparação com abril, cinco das oito atividades pesquisadas no comércio brasileiro registraram crescimento no volume de vendas, com destaque para combustíveis e lubrificantes (2,0%) e livros, jornais, revistas e papelaria (1,7%).
Por outro lado, houve retração nas vendas de tecidos, vestuário e calçados (-3,3%) e outros artigos de uso pessoal doméstico (-1,4%) e móveis e eletrodomésticos (-0,3%).
Em relação a maio de 2009, todas as oito áreas avaliadas apresentaram expansão, principalmente os setores de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (28,7%) e móveis e eletrodomésticos (19,5%).

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