Dia das Mães deve injetar R$ 75 milhões no comércio
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de maio de 2017
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 

A uma semana do Dia das Mães, o movimento no comércio londrinense ainda é tímido. Poucas vitrines fazem menção à data e os consumidores devem deixar as compras para a última hora. Mas a expectativa do varejo é de uma injeção de cerca de R$ 75 milhões na economia local com a venda de presentes.
Pesquisa encomendada pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), realizada pela Litz Consultoria, apontou que 69,9% dos entrevistados pretendem presentear as mães no dia 14 de maio. Dos que não vão comprar presente, 15,4% alegaram a situação financeira como motivo. "Consideramos a pesquisa bem otimista. Mostra uma retomada da economia. O valor gasto é alto. Não será um Dia das Mães de lembrancinhas", afirmou Fernando Moraes, vice-presidente da Acil.
Segundo a sondagem da Acil, cada consumidor pretende gastar por presente cerca de R$ 150,82. A entidade estava esperando resultado mais pessimista, em função do desempenho do comércio em 2016. "Ano passado foi um desastre. Estávamos no auge da crise. Estamos esperando vendas melhores", disse.
Moraes acredita que as vendas possam ter crescimento dentro da inflação, o que representa entre 7% ou 8%. "Este ano, o Dia das Mães cai quase no dia 15, o que é uma vantagem. Em 2016, a data caiu na semana de pagamento. Agora, teremos mais uma semana para estimular as vendas", ressaltou o vice-presidente.
Agrado
A vendedora Sara de Souza Sampaio, de 30 anos, ainda não decidiu o presente da mãe, e disse que vai deixar para última hora, mas garantiu que ela não ficará sem um agrado. "Estou pensando em comprar uma roupa ou um calçado, mas não a deixo sem presente", contou. Ela afirmou que faz pesquisa de preço e prefere comprar em shopping center.
Sara comprova o resultado da pesquisa, que apontou que roupas/vestuário está em primeiro lugar, com 44,5% na preferência do consumidor. Seguido pelo setor de perfumaria (27,5%), calçados (18%), flores (10,4%), relojoaria/joalheria/ótica (7,6%), eletrodomésticos (6,2%), bijuterias e acessórios (4,7%), chocolates e alimentos (4,7%), além de produtos variados como objetos de casa e decoração, livros, eletrônicos e celulares.
Quanto aos locais preferidos para as compras, 57,3% dos consumidores disseram que pretendem adquirir os presentes nas lojas de rua do Centro de Londrina, enquanto 31,3% dos entrevistados informaram dar preferência para os shoppings, 5,2% irão para as lojas de rua dos bairros e 3,3% responderam que comprarão presentes pela internet. Os demais responderam que farão compras em locais como galerias, centros comerciais e outras cidades.
O casal Mayla Karine dos Santos, 19 anos, e Fábio Wilfrido Varga, 38 anos, está desempregado, por isso, o presente do Dia das Mães deve ficar para o próximo ano. "Ano passado, eu estava trabalhando, então comprei um presente bom para minha mãe. Este ano talvez fique só na lembrancinha e olhe lá", disse Mayla.
O repositor Vinícius Jeronimo, de 18 anos, vai presentear a mãe pela primeira vez. "Comecei a trabalhar, então agora vou poder comprar um presente. Mas ainda não sei o quê e nem quanto pretendo gastar", afirmou o rapaz.
CONDIÇÕES DE PAGAMENTO
A pesquisa apontou ainda que 60,7% dos londrinenses pretendem comprar à vista em dinheiro ou cheque. Para 23,7% dos entrevistados a forma de pagamento será parcelado no cartão de crédito, enquanto 6,6% informaram que farão a compra com o cartão de débito, 6,2% à vista no cartão de crédito, e 3,3%, no crediário.
Dos consumidores que comprarão os presentes com o cartão de crédito, 30% informaram que deverão parcelar o valor em duas vezes, 48% disseram fazer em três vezes, enquanto o restante do público oscilou entre o parcelamento de quatro, cinco, seis e dez vezes.
No Paraná, o percentual de consumidores que devem comprar presentes para o Dia das Mães é de 76%, o que representa um pequeno acréscimo em relação ao ano passado (71%), segundo sondagem da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio).
Enquanto a disposição de presentear aumentou em cinco pontos percentuais, por outro lado o valor do presente diminuiu com relação a 2016. O tíquete médio será de R$ 101,30. No ano passado, o valor médio do presente era de R$ 104. "Nos surpreendeu a queda do tíquete médio", comentou Rodrigo Rossalem, diretor de planejamento e gestão da Fecomércio. Segundo ele, o resultado da sondagem mostra um lento processo de recuperação da economia.


