Dia das Mães aquece o comércio
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quinta-feira, 06 de maio de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A baixa nos termômetros e o pagamento do salário aumentaram as vendas no comércio de Londrina. Ontem à tarde, apesar da chuva fina, boa parte dos estabelecimentos instalados no Calçadão estavam cheios de clientes a procura de opções de presente para o Dia das Mães, a segunda melhor data para o varejo depois do Natal. Sandra Mara Lima gerente de uma loja de perfumes disse que a expectativa é vender entre 25% e 30% mais em relação ao ano passado. ''O dinheiro está escasso, mas todos se esforçam para agradar'', opinou Sandra.
Na loja de calçados em que Marcelo Nunes é subgerente o movimento cresceu 15% desde o início da semana. Segundo ele, as pessoas estão o desconto de 5% no pagamento à vista e estão levando kits de bolsa e sapato ou sapato e cinto. ''Ano passado, vendemos muito bem nessa época porque coincidiu com a inauguração. Desta vez, esperamos, pelo menos, um acréscimo de 20% nas vendas''. Para Neuza Boni gerente de uma joalheria o faturamento está bom nos últimos dias e não deve superar o resultado de 2003. ''O cliente está em busca de um produto que caiba no seu orçamentou'', avaliou a gerente que oferece parcelamento em cinco vezes no preço à vista.
O diretor de marketing da Sercomtel, Jorge Coimbra, está empolgado com a venda de celulares em Londrina. De acordo com ele, todos os meses deste ano superaram as expectativas. Na sua opinião, o aparelho ''já faz parte da indumentária do brasileiro''. Para o Dia das Mães, a empresa acrescentou uma câmera fotográfica a um celular GSM que custa R$ 399,00 em 10 vezes. ''Esse é o preço normal do aparelho e a câmera é um brinde para os primeiros 400 clientes'', disse.
Entre os comerciantes entrevistados pela reportagem da Folha, Simone Siqueira Stann foi a mais comedida em relação às previsões. Para ela, um resultado igual ao ano passado está muito bom. ''O poder aquisitivo da população caiu muito nos últimos tempos. Hoje em dia, é muito difícil encontrar um cliente que não pesquise nem pechinche'', argumentou. Ela é dona de uma loja de cosméticos que, desde ontem, sentiu diferença no fluxo de clientes. Este, inclusive, foi o produto adquirido pelo economista Janderci Balbino Ferreira para presentear a esposa. ''Comprei o que ela queria e vou entregar hoje mesmo (ontem). Na verdade, um presente você pode oferecer em qualquer dia do ano, mas acho que é importante haver um dia só para as elas''.
A dona de casa Maria Madalena Brites também facilitou a tarefa da filha e escolheu um pijama para usar no hospital. ''Vou passar por uma cirurgia neste final de semana'', explicou. A cabeleireira Maria Cleusa Pereira aposta que a mãe vai gostar de uma peça de tecido, mas nem imagina o que levar para a sogra. ''Esse caso é sempre mais difícil'', afirmou.
Para não fugir à regra, muitos filhos vão deixar a decisão para a última hora. Uma delas é a enfermeira Roberta Mortari que pretende gastar, no máximo, R$ 50,00 num presente muito útil que ''ainda não sabe qual é''.


