São Paulo Não adianta espernear. Este ano, de novo, os brinquedos das crianças não devem superar R$ 30 no dia 12 de outubro. O consumo está começando a melhorar e as encomendas do varejo para a data cresceram cerca de 12% em relação ao ano passado, segundo informou a indústria. Mas em razão do baixo poder aquisitivo, os valores unitários dos produtos serão mais uma vez modestos. Daí a estimativa de que em 2003 as empresas do setor vão conseguir, quando muito, empatar com 2002 em faturamento.
A Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq) comemorou as indicações de retomada e anunciou que isto deve impedir demissões no final do ano, quando a indústria entra em período de baixa produção, pois os estoques estarão zerados e precisam ser repostos. Mas as mais favorecidas serão as empresas que tiverem no portfólio um bom número de produtos com preços inferiores a R$ 30.
Carlos Cimerman, presidente da rede PBKids, que tem mais de 30 lojas no País, aumentou os pedidos em 13%, pois espera vender mais no Dia das Crianças deste ano em relação a 2002, mas com efeito quase nulo sobre o faturamento. Neste ano, até o início de setembro, a rede registrou queda de 2% no valor do tíquete médio, que está em R$ 49, enquanto o volume físico de brinquedos cresceu 13% em relação ao mesmo período do ano passado.

mockup