Dia das Crianças aquece vendas à vista
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terça-feira, 15 de outubro de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O comércio varejista no Paraná teve um crescimento de 2,68% no volume de vendas em agosto e a tendência é que a expansão tenha ocorrido também em setembro e se repita em outubro. O aumento das vendas foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Associação Comercial do Paraná (ACP) também divulgou ontem levantamento que mostra que as vendas do comércio de Curitiba e região para o Dia das Crianças deste ano foram melhores que no ano passado.
De acordo com o sistema Videocheque da ACP, indicador de vendas à vista, houve aumento de 4,3% no número de consultas. Foram 14.786 consultas entre 11 e 12 de outubro de 2002 contra 13.493 consultas no mesmo período de 2001. Já o número de consultas ao SCPC, indicador das vendas a prazo, sofreu queda de 13,5% em relação ao ano passado. Segundo a ACP, isso ocorreu porque a maior parte das compras foi feita à vista, já que o valor médio das compras foi baixo, de cerca de R$ 30,00. Outro motivo apontado pelo órgão é a alta taxa de juros, que afugenta o consumidor das compras a prazo.
O comércio varejista nacional teve aumento de 2,29% no volume de vendas em agosto, de acordo com o IBGE. Pela primeira vez, desde janeiro de 2001, o órgão registrou crescimento em dois meses consecutivos. No acumulado do ano, o índice tem queda de -0,1% em comparação aos oitos primeiros meses de 2001. A receita nominal do comércio teve aumento de 8,94% no mês e está com alta de 6,05% no acumulado do ano.
Os Estados que tiveram o melhor desempenho nas vendas varejistas foram São Paulo (com alta de 1,71%); Minas Gerais (6,75%); Santa Catarina (6,19%); Paraná (2,68%); e Bahia (3,27%). Em 19 dos 27 Estados o IBGE contabilizou aumento no volume de vendas.
O setor de combustíveis e lubrificantes continua em posição de destaque. Em relação a agosto do ano passado, houve incremento de 10,44% no volume de vendas. Em seguida estão os hipermercados e produtos alimentícios e fumo (variação positiva de 1,61%); tecidos, vestuário e calçados (2,27%); e móveis e eletrodomésticos (1,55%). Apenas a venda dos artigos de uso pessoal e doméstico apresentou queda (-0,37%).


