Curitiba - O Dia da Mulher, comemorado no próximo sábado, deve movimentar o comércio, principalmente, o segmento de floriculturas. O carro-chefe de vendas são as rosas. O consultor econômico da Associação Comercial do Paraná (ACP), Cláudio Shimoyama, disse que, apesar de a entidade não ter uma estimativa de comercialização, a data sempre contribuiu para as vendas do comércio.
Segundo ele, os presentes mais procurados são sempre as flores. Além disso, de acordo com Shimoyama, as grandes redes de farmácias costumam fazer promoções de produtos como cosméticos e perfumaria. Ele acredita que haveria espaço para o comércio explorar mais a data com a venda de outros tipos de presentes. ‘’É um gancho para o comércio aproveitar mais’’, disse.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas de Curitiba e Região Metropolitana (Sindiplan), Francisco Macedo Machado, disse que o movimento das floriculturas deve melhorar bastante com a data, mas ainda não tinha uma estimativa de valor. O preço da rosa avulsa com embalagem para presente é R$ 6 e a dúzia deste mesmo tipo de flor sai por R$ 75. Ele acredita que os preços não vão ficar mais caros para a data por conta da concorrência com os supermercados que também comercializam flores.
O diretor geral da Esal Flores, Bruno José Esperança, espera um aumento de 13% nas vendas em relação à mesma data do ano passado. ‘’Cada vez mais as pessoas estão se motivando a presentear no Dia da Mulher’’, disse. Segundo ele, a primeira data para as floriculturas é o Dia das Mães, seguida do Dia dos Namorados e depois da Mulher.
‘’Devemos vender mais rosas e buquês’’, disse. Segundo ele, as pessoas costumam comprar flores para esposa, namorada, avó, filha e amiga. Além das rosas ele disse que também tem crescido a venda de orquídeas. Neste ano, ele acredita que comercializará 18 mil botões de rosas. Na Esal, o botão de rosa sai por R$ 5,50 e o buquê com 13 unidades por R$ 76,90. O estoque de flores e matérias-primas foi triplicado para atender a data.
A loja tem 45 funcionários do quadro e contratou 30 temporários para conseguir atender os clientes. Os trabalhadores fixos ainda devem fazer horas extras para dar conta da demanda. Para a data, a estimativa é que 40% das vendas da loja aconteçam pelo site. Segundo ele, hoje metade das vendas é de flores de corte e o restante de arranjos plantados. Uma forma de transformar as flores em presentes e concorrer com outros segmentos do comércio foi criar arranjos com chocolates e bichos de pelúcia, de acordo com ele.

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