Agência Estado
De São Paulo
A Grande São Paulo ofereceu no mês passado 83 mil novos empregos, o maior volume registrado para o mês de dezembro na década de 90, segundo pesquisa do convênio Seade-Dieese divulgada ontem. Com isso, a região confirmou as boas expectativas dos agentes econômicos em relação à recuperação da economia.
Dos 83 mil empregos, 33 mil são com carteira assinada, o que sugere vida mais longa para esses postos – não se trata de simples sazonalidade positiva para o emprego, mas também de confiança dos empresários de que a atividade se manterá em melhor nível do que no ano passado já nesses primeiros meses. O índice de desemprego recuou de 18,6% da população economicamente ativa em novembro para 17,5% no mês passado. Foi o menor do ano.
A criação de 33 mil empregos formais em dezembro – ante 97 mil em novembro – foi comemorada pelos economistas, mas, segundo eles, está longe de representar uma tendência de volta do emprego formal aos níveis de anos anteriores. ‘‘É temerário e prematuro afirmar que há uma tendência de redução do mercado informal de trabalho por causa dos resultados positivos de dois meses’’, disse o diretor executivo da Fundação Seade, Pedro Paulo Martoni Branco. ‘‘Não existe uma volta ao emprego formal, uma tendência segura nesse sentido, mas sim uma recuperação parcial dos postos com carteira assinada que foram fechados nos maus momentos pelos quais a economia passou no ano passado.’’ Martoni Branco não crê que esse movimento prossiga nos próximos meses – até porque já perdeu a força em dezembro, na comparação com novembro.
‘‘Estamos só recuperando posições, especialmente porque talvez os empresários tenham demitido demais em 1999, influenciados pelas expectativas negativas para a economia que existiam no início do ano passado e que, no final, acabaram não se confirmando’’, explicou.Oferta de 83 mil vagas foi a maior na década de 90, segundo pesquisa Seade-Dieese. Do total de empregos, 40% foram com carteira assinada
Arquivo FolhaSINAL DE RECUPERAÇÃOÍndice de desemprego recuou de 18,6% da população econmicamente ativa para 17,5%, o menor do ano

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