SÃO PAULO - Dez grandes grupos nacionais e internacionais já demonstraram interesse em participar da concorrência para adquirir o controle da Companhia Vale do Rio Doce, mas a tendência é a ampliação do leque de interesse, principalmente no exterior, já que empresários brasileiros estão buscando companhias internacionais de porte para participar de consórcios que se formam atualmente. O preço minímo de R$ 10,361 bilhões não assustou ninguém, já era o esperado, comentou um empresário envolvido na licitação.
Alguns consórcios em formação, ainda de forma sigilosa, também estão mandando executivos para o Japão querendo agregar aos seus grupos a Nisho Iwai, tradicional cliente do minério de ferro exportado pela Vale do Rio Doce, além da Nippon Steel e a própria Mitsui, que quer entrar em consórcio junto com a Caemi, companhia nacional.
O empresário Antonio Ermírio de Moraes continua formando o seu consórcio e se nega a fazer comentários, afirmando que a surpresa pode ajudar a montar um grupo forte para a licitação, que segundo ele será díficil, pois muitas companhias estão interessadas em adquirir o controle da Vale do Rio Doce.
Ele entende que o principal no caso da Vale do Rio Doce é que o seu controle permaneça no País. O Votorantim foi o primeiro grupo nacional que se manifestou interessado na compra do controle da Vale do Rio Doce através de um consórcio.
As empresas interessadas, buscando informações no data-room do BNDES, no Rio de Janeiro, onde se tem informações sobre a Vale, são as seguintes: Nisho Iwai, do Japão; Nippon Steel, do Japão; Mitsui, do Japão; Votorantim, Brasil; Bradesco, Brasil; Camargo Corrêa, Brasil; BHP, Australia; Gencor, da Africa do Sul; Anglo America, da Africa do Sul; e Caemi, Brasil.

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