Deve haver moderação, não proibição
A grande influência das propagandas de alimentos não considerados saudáveis se dá através dos ''produtos licenciados''. Aqueles que utilizam nas embalagens personagens de histórias em quadrinhos ou desenhos animados e seduzem o público infantil. ''É o tipo de produto que infuencia muito as crianças. E não tem lei que proíba'', observa João Luiz Gilberto de Carvalho, professor de Administração e Marketing da Faculdade Pitágoras e da Universidade Tecnológica de Londrina. Ele observa que o ''Homem-Aranha 3'' bateu o recorde de licenciamento no ano passado, com cerca de 1.200 produtos levando a sua imagem, dos quais aproximadamente 300 só no setor de alimentos.
Segundo o professor, a indústria alimentícia está se regulamentando para não deixar a proibição, por lei, chegar à publicidade do setor, assim como aconteceu com o cigarro. ''Eles evitam mostrar crianças comendo 'junk food', não fazem merchandising com esse tipo de comida nas novelas. Mas, mesmo assim, está provado que a propaganda influencia muito. E o grande suporte que eles têm é a embalagem'', repara.
Carvalho orienta que os pais usem o bom senso na hora de decidir se compram ou não esses produtos para os filhos. ''O importante é que haja moderação e não proibição. Vivemos num mundo consumista, onde as privações podem causar uma série de frustrações. Então, é preciso deixar claro que isso não é comida de todo dia, mas de vez em quando pode'', pondera. (G.M.)





