Deutsche Bank,
alemão, torna-se
o maior do mundo
Agência Folha
Grandes festas ao ar livre em Nova York (EUA), Frankfurt e outras cidades alemãs marcaram, na última sexta-feira, o surgimento do maior banco do mundo. Depois de seis meses do anúncio do negócio, o Deutsche Bank finalmente assinará o contrato para a compra do Bankers Trust, oitavo maior banco norte-americano. A demora se deve às exigências técnicas dos EUA para aprovar a aquisição. Com US$ 800 bilhões em ativos, o Deutsche Bank terá 95 mil funcionários em 68 países.
A marca Bankers Trust já começou a ser substituída pela bandeira do banco alemão. Devem ser demitidos 5.000 empregados das áreas de atuação em comum dos dois bancos. O Deutsche deve vender também as filiais do Bankers Trust na Austrália e na Nova Zelândia. ‘‘Crescemos nos EUA a um ritmo de 30% a 40% na década, mas não foi suficiente para termos uma base forte o suficiente no país’’, diz Ronaldo Schmitz, 61, que é gaúcho, morou no Rio de Janeiro e hoje é um dos nove membros do conselho de administração, o mais alto nível hierárquico do banco.
A estratégia principal do Deutsche daqui para a frente já está definida: ser um dos líderes em todos os ramos da atividade bancária na Europa, crescer em administração de recursos e intermediação de negócios nos EUA e manter forte presença na Ásia. Na América Latina, o Deutsche optou por manter a atual estrutura, intermediando negócios e até comprando participações em empresas, mas sem grandes investimentos. ‘‘Nunca seremos um dos maiores investidores diretos (aquisição ou sociedade em empresas) no Brasil’’, diz Schmitz.

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