Kraw PenasLinha de produçãoRoger Penske, o governador Lerner e o prefeito Cássio Taniguchi junto a um dos motores da DetroitA Detroit Diesel Corporation inicia a sua produção industrial de motores na fábrica da Cidade Industrial de Curitiba com a previsão de novos investimentos no mercado brasileiro. O presidente mundial da Detroit, Roger Penske, anunciou ontem que a empresa tem interesse em joint ventures com outros grupos nacionais. Dois investimentos estão engatilhados: a união com a empresa do setor de transporte Cotila e a construção de uma pista oval para a Fórmula Indy, em São Paulo.
A Cotila é uma empresa que faz o escoamento de 80% dos carros importados que entram pelo Porto de Vitória (ES). A Detroit entraria com a parte de logística, fornecendo know how para a empresa que se associar a ela. Os planos ainda estão em estudo. A Detroit tem potencial de investimento mundial de US$ 1 bilhão em cinco anos.
Roger Penske esteve em Curitiba especialmente para a inauguração da fábrica de motores, que atenderá a montadora norte-americana Chrysler. Ele adiantou que o grupo deve fechar acordos com outras montadoras além da Chrysler, como a Ford e Fiat. Elas poderiam comprar até 2/3 da produção. Na fase inicial, 80% da produção da Detroit atenderá o mercado automobilístico de Ohio (EUA). Os 20% restantes serão para Brasil e Argentina.
A produção da Detroit do Brasil será de 13 mil motores no primeiro ano. A capacidade é de até 100 mil unidades. ‘‘A idéia inicial é atingirmos 60% de nacionalização dos nossos motores em três anos’’, afirmou Penske. Serão gerados cem empregos diretos no primeiro ano e 200 no segundo.
A Detroit Diesel Corporation é uma das maiores empresas mundiais na produção de motores. Segundo o vice-presidente, Timothy Leuliette, um terço dos caminhões e 95% dos ônibus que circulam nos Estados Unidos têm motores Detroit.

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